Aqui no Brasil nós estamos pagando 1 preço muito alto que é subsidiar o óleo diesel e a gasolina para não deixar que o preço da guerra chegue no
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eu já eu já fui presidente, com merece 8 anos, não tinha independência, eu não troquei o Meireli.
vida dele como deputado, como senador, não tem 1 projeto de lei
Eles gastaram quase 30% a mais do que nós.
Os gastos com cartão corporativo do governo Bolsonaro foram quase 30% maiores do que os do governo Lula.
Nenhum recorte sólido mostra Bolsonaro gastando quase 30% a mais no cartão corporativo, nem prova o contrário com firmeza: o resultado muda conforme a série de dados e a correção pela inflação. Na Presidência, foram R$ 82,4 milhões em 2019–2022 e R$ 84,5 milhões de janeiro de 2023 a agosto de 2026.
Pelo Portal da Transparência, a Presidência gastou no cartão R$ 74 milhões em 2023–2025 (média de R$ 24,7 milhões por ano), segundo o Times Brasil, e R$ 82,4 milhões em 2019–2022 (R$ 20,6 milhões por ano), segundo o Aos Fatos; as duas consultas podem ter escopos diferentes. Corrigidos pela inflação, os valores anuais ficam parecidos. Com o mesmo filtro usado para Bolsonaro, o Aos Fatos achou R$ 45,2 milhões para Lula em 2023–2025, mas o TCU já somava R$ 55,5 milhões só até abril de 2025, o que indica série incompleta.
Contexto: Nos gastos diretos da Secretaria de Administração, os números divulgados para Bolsonaro vão de R$ 27 milhões (versão de janeiro de 2023, depois atualizada) a R$ 42 milhões, e o Aos Fatos aponta R$ 20,4 milhões para Lula em 2023–2025, pela mesma consulta de fevereiro de 2026. Sob Lula, 98,6% dos gastos da Presidência estão sob sigilo. No governo federal inteiro, Lula gastou mais (R$ 1,44 bilhão em três anos, contra cerca de R$ 1 bilhão em quatro), 78% com calamidades.
E pedi outra vez para o Google, ver quem é que gastava mais do cartão corporativo.
E eu quero que você explique como é que seu ganho 46 mil reais igual a você.
Flávio Bolsonaro ganha R$ 46 mil e comprou uma casa de R$ 10 milhões.
Lula e Flávio ganham o mesmo subsídio, R$ 46.366,19. Mas a casa de Flávio em Brasília custou cerca de R$ 6 milhões, com R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB, e não R$ 10 milhões.
Presidente e senadores recebem o mesmo subsídio, de R$ 46.366,19, segundo o Aos Fatos. A casa citada por Lula, no Lago Sul, em Brasília, foi comprada por Flávio em 2021 por cerca de R$ 6 milhões, dos quais R$ 3,1 milhões foram financiados pelo BRB (Banco de Brasília). O Aos Fatos checou a mesma acusação de Lula no debate da Band e apontou que o valor correto é R$ 6 milhões, não R$ 10 milhões.
Por que este carimbo: O que Lula disse no trecho, o salário igual de R$ 46 mil, está confirmado; o valor da casa não foi dito nele, então não cabe selo de exagero.
Contexto: O BRB é investigado por fraudes na compra de carteiras de crédito do Banco Master, mas o valor do BRB na casa é um empréstimo tomado por Flávio, não um pagamento feito pelo banco.
O dado correto: Salário igual (cerca de R$ 46 mil); casa de cerca de R$ 6 milhões
Que é o André Mendonça, que é da sua turma.
O ministro do STF André Mendonça é ligado ao grupo político de Flávio Bolsonaro.
Mendonça foi ministro de Bolsonaro e indicado por ele ao STF, então tem ligação com o grupo político de Flávio. Isso não prova alinhamento nas decisões do tribunal.
André Mendonça foi advogado-geral da União e ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e foi indicado por ele ao STF, onde tomou posse no fim de 2021. A Lupa registra esses cargos ao checar falas sobre ministros da Justiça. Isso o liga ao grupo político do pai de Flávio. Não achamos registro de vínculo pessoal ou partidário direto com Flávio.
Por que este carimbo: O vínculo com o governo Bolsonaro está documentado, mas a fala sugere alinhamento com Flávio, que não está provado; por isso não é "verdadeiro" pleno, e também não é "distorcido".
Contexto: Ser indicado por um presidente não prova que o ministro vote ou decida a favor dele ou de sua família. Não achamos registro de que Mendonça tenha favorecido Flávio em decisão específica.
O dado correto: Mendonça foi AGU e ministro da Justiça de Bolsonaro e foi indicado por ele ao STF em 2021.
Todo o material meu, da minha mulher, do meu filho, do meu filho Fábio está lá.
Todo o material de Lula, de sua esposa e de seus filhos, incluindo Fábio, foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral.
A campanha entregou ao TSE autorizações para abrir os sigilos de Lula, da primeira-dama Janja e dos cinco filhos, incluindo Fábio Luís. Mas o que está lá são autorizações e documentos, não os dados bancários e telefônicos em si.
Segundo o Congresso em Foco, a autorização entregue em 22/10/2026 abrange dados do presidente, da primeira-dama, dos cinco filhos e da empresa L.I.L.S., referentes aos últimos oito anos. O Terra relata que também foram entregues documentos como registros de entrada no Planalto e uma procuração da primeira-dama. Os dados que dependem de bancos e operadoras ainda precisam ser requisitados; por isso, a entrega não significa que os sigilos foram abertos.
Contexto: A equipe de Flávio disse que analisaria se o material de Lula estava completo antes de entregar o seu.
apareceu 1 picareta chamado de Leó, querendo fazer confusão, e disse que não ia entregar o material só se o ministro da Suprema Corte aceitasse
Um integrante da equipe de Flávio Bolsonaro disse no TSE que só entregaria os documentos dos sigilos de Flávio se um ministro do Supremo Tribunal Federal aceitasse.
Em 22/10, a equipe de Flávio disse no TSE que só entregaria os documentos dele depois de analisar os de Lula. Não há registro público de condição ligada ao aval de um ministro do Supremo.
Foram ao TSE pela campanha de Flávio os advogados Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet e o senador eleito Deltan Dallagnol, escalado para analisar os papéis de Lula, segundo a CNN Brasil. A condição anunciada foi verificar se o material de Lula estava completo. No mesmo dia, o ministro André Mendonça, do STF e relator do pedido no TSE, decidiu que cada candidato pode divulgar os próprios dados sem mediação do tribunal. O nome da pessoa citada por Lula não é identificável com segurança.
Contexto: “Picareta” é xingamento, não fato verificável. O que a campanha de Flávio protocolou depois está na #437.
Ficamos esperando a turma dele apresentar. Não apareceram.
No dia anterior ao debate, a equipe de Flávio Bolsonaro não entregou ao TSE os documentos de seus sigilos, enquanto a campanha de Lula entregou os dela.
Em 22/10, quando a campanha de Lula entregou ao TSE as autorizações para abrir seus sigilos, a advogada de Flávio chegou sem a dele. A campanha de Flávio só protocolou o pedido minutos depois do prazo das 23h59, já na madrugada de 23/10, antes do debate.
Segundo a CartaCapital, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri chegou ao TSE “de mãos vazias” no dia em que a campanha de Lula entregou seus documentos e se comprometeu a protocolar o pedido até as 23h59. A CNN Brasil informou que a equipe de Flávio queria analisar os papéis de Lula antes de entregar os seus. O Congresso em Foco registrou que o protocolo ocorreu minutos depois desse prazo. No ato de 22/10, portanto, a equipe de Flávio não apresentou os documentos; entregou-os horas depois.
Contexto: Em 21/10, Flávio já havia protocolado no TSE uma petição que autoriza a quebra dos próprios sigilos, mas condicionada a exigências feitas a Lula.
Ontem, o meus advogados e o ministro Camille Senador foram no Tribunal Eleitoral entregar toda a minha papelada.
Em 22 de outubro de 2026, advogados de Lula entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral toda a documentação dele.
Em 22/10/2026, véspera do debate, a campanha de Lula entregou ao TSE os documentos que autorizam abrir os sigilos dele e da família. A entrega foi feita por Camilo Santana, Guilherme Boulos e Edinho Silva.
CartaCapital e Congresso em Foco registram que, na quinta-feira 22/10, a campanha entregou ao TSE autorizações para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula, da primeira-dama Janja, dos cinco filhos e da empresa L.I.L.S., referentes aos últimos oito anos. O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha, estava entre os que levaram os papéis, com o ministro Guilherme Boulos e o presidente do PT, Edinho Silva.
Contexto: O que foi entregue são autorizações e documentos; a entrega não significa que os sigilos já foram abertos.
Amigo seu chamado Santim, que era as fossa da fábrica de chocolate com a Penhave.
Alexandre Santini era sócio de Flávio Bolsonaro na loja de chocolates Kopenhagen.
Alexandre Santini foi sócio de Flávio, com 50%, numa franquia da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca, no Rio. Era uma loja, não uma fábrica.
O Metrópoles registra que Santini tinha os outros 50% da franquia Kopenhagen de Flávio num shopping da Barra da Tijuca. Segundo o Poder360, os dois sócios entregaram a franquia depois que a loja passou a ser investigada pelo Ministério Público do Rio.
Por que este carimbo: A sociedade é documentada por mais de uma fonte; o vizinho "verdadeiro, mas" não se aplica porque a fala não leva a conclusão enganosa sobre a investigação.
Contexto: O MP-RJ investigou se a loja foi usada para lavar dinheiro da "rachadinha" do gabinete de Flávio na Alerj; Flávio nega irregularidade.
O dado correto: Santini tinha 50% da franquia Kopenhagen com Flávio
Amigo seu chamado Santim, que era as fossa da fábrica de chocolate com a Penhave.
Alexandre Santini, amigo de Flávio Bolsonaro, foi sócio do senador numa franquia da Kopenhagen.
Alexandre Santini foi sócio de Flávio numa franquia de chocolates Kopenhagen e é descrito como amigo do senador. A sociedade era numa loja franqueada, não na fábrica.
Flávio e Alexandre Santini administravam juntos uma franquia da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca, no Rio, entregue em 2021 depois que o MP-RJ passou a investigar a loja por suspeita de lavagem de dinheiro ligada às 'rachadinhas' (Poder360). Reportagem da piauí de outubro de 2026, resumida pela CartaCapital, descreve Santini como amigo e então sócio do senador e diz que ele acompanhou Flávio no passeio de lancha de julho de 2020.
Contexto: Para o MP-RJ, Flávio e a mulher não tinham dinheiro para comprar e operar a franquia, e Santini teria entrado no negócio no lugar deles. Investigação não é condenação.
No dia que morreu 1100 pessoas.
Flávio Bolsonaro estava em um barco negociando com dois empresários no dia em que morreram 1.100 pessoas por covid no Brasil.
Reportagem da piauí diz que, em 17/7/2020, Flávio esteve numa lancha em Brasília com dois empresários da Precisa Medicamentos, que depois intermediou a vacina Covaxin. Naquele dia, o Brasil registrou cerca de 1.110 mortes por covid, o que bate com o número de Lula; negociação no barco não está demonstrada.
Segundo a piauí (21/10/2026), Danilo Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, que representava a Covaxin, organizaram um churrasco numa lancha no Lago Paranoá em 17/7/2020, com a presença de Flávio. A revista diz ter reconstituído o episódio com entrevistas, registros de voos e documentos de quebras de sigilo enviados a CPIs. O Aos Fatos registrou que Lula se referia a essa reportagem. A base é uma única reportagem, sem confirmação oficial do encontro, e o próprio Lula disse não saber que “negociata” havia.
Contexto: Flávio não havia se manifestado à revista até a publicação. A acusação de que a vacina foi discutida no barco está na #404.
tenha coragem de dizer, que e você são parceiros em muitas coisas nesse país
Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro são parceiros em muitas coisas no país.
A parceria documentada é o financiamento do filme "Dark Horse", que Flávio negociou pessoalmente com Vorcaro. Não há registro público de outras parcerias; a PGR pediu para apurar se atos do mandato de Flávio beneficiaram o Master.
Segundo a PF, citada pela CNN, Flávio tratou pessoalmente com Vorcaro dos repasses ao filme: cobrou pagamentos, participou de reuniões e acompanhou as gravações. Ao menos R$ 61 milhões foram repassados. Em julho de 2026, a PGR pediu o levantamento de propostas apoiadas por Flávio no Congresso que pudessem beneficiar o Master, o que ainda está em apuração. Fora o filme, os encontros e um voo em avião ligado ao banqueiro, não há registro público de negócios conjuntos que sustentem "muitas coisas".
Por que este carimbo: A direção tem base (Vorcaro financiou o filme de Flávio), mas "muitas coisas" amplia além do que está documentado; não é falso porque a relação existe, nem verdadeiro porque só um projeto está comprovado.
Contexto: Flávio diz que foi um patrocínio privado a um filme privado, sem contrapartida; o inquérito no STF segue aberto e não há condenação.
O dado correto: Um projeto em comum documentado (filme Dark Horse, ao menos R$ 61 mi repassados por Vorcaro); outras parcerias não comprovadas
fez furobada, bacanal, pagou mulher, fez 1 mistério nesse país
Daniel Vorcaro pagou mulheres e promoveu bacanal.
Mensagens achadas pela PF no celular de Vorcaro tratam de festas com mulheres trazidas do exterior, e a PF pediu ao STF para investigar suspeita de tráfico de mulheres. Vorcaro nega, e não há acusação formal.
Segundo a Folha de S.Paulo, a PF pediu ao STF, em outubro de 2026, para investigar suspeitas de tráfico de mulheres em festas de Daniel Vorcaro, com base em mensagens do celular dele. Numa delas, de agosto de 2025, ele escreveu à então noiva que fez festa com '300 desse tipo'. O UOL relata que ele financiou, como sócio oculto, uma rede de prostituição internacional com ao menos R$ 4,3 milhões. Vorcaro nega ter explorado mulheres, e sua defesa chama a apuração de absurda.
Contexto: O caso está na fase de pedido de investigação: não há denúncia nem condenação. As mensagens tratam de festas com garotas de programa; 'bacanal' é termo da fala, não das investigações.
se meteu com o ministro da Suprema Corte, se meteu com o ministro do outro tribunais, se meteu com o deputado, com o senador, se meteu com 1 monte de gente
Daniel Vorcaro se envolveu com ministro do Supremo Tribunal Federal, com ministros de outros tribunais, com deputado e com senador.
Há registros de ligações de Vorcaro com ministros do STF, um ministro do STJ, deputados e senadores, por mensagens e contratos revelados em investigações e pela imprensa. Nenhum deles foi condenado no caso.
Mensagens do celular de Vorcaro, apreendido pela PF, e contratos do Banco Master revelaram contatos com autoridades. O Poder360 lista contrato de R$ 80 milhões do Master com o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, venda de cotas de resort da família de Dias Toffoli a fundo ligado ao Master e contratos ou empréstimos a parentes do senador Jaques Wagner e do presidente da Câmara, Hugo Motta. O ministro Benedito Gonçalves, do STJ, trocou mensagens com Vorcaro. Os citados negam irregularidades.
Contexto: 'Se meteu com' abrange contatos e contratos, não crimes comprovados; as apurações seguem no STF. Vorcaro também teve acesso ao governo Lula: em dezembro de 2024 foi recebido pelo presidente no Planalto, levado pelo ex-ministro Guido Mantega.
criaram 1 banqueiro chamado Banco Master, chamado Vocar.
Flávio Bolsonaro e seu grupo político criaram o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Vorcaro virou banqueiro durante o governo Bolsonaro: o Banco Central autorizou em 2019 a compra do Banco Máxima, depois Master. Mas não há registro de que Flávio ou seu grupo tenham decidido ou promovido isso.
O Aos Fatos checou a mesma acusação de Lula no debate da Band ("vocês fizeram ele um banqueiro") e a classificou como "não é bem assim": Vorcaro assumiu o controle do Banco Máxima durante o governo Bolsonaro, com autorização do Banco Central em 2019, e o banco passou a se chamar Master em 2021, mas isso não decorreu de decisão direta do presidente. O vínculo documentado de Flávio com Vorcaro é posterior: o pedido de dinheiro para o filme "Dark Horse", entre 2024 e 2025.
Contexto: Do outro lado, as prisões de Vorcaro no governo Lula também foram decisões judiciais, a pedido da PF (veja a #398).
Quem pegou 30, e 134 milhões do Vorcaro que até agora não apareceu, é você.
Flávio Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, num valor de 134 milhões, que até agora não apareceu.
Flávio negociou com Vorcaro US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o filme “Dark Horse”, e ao menos R$ 61 milhões foram repassados ao projeto. Não há registro de que os R$ 134 milhões tenham sido pagos nem de que o dinheiro tenha ido para Flávio.
Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil em maio de 2026 mostram a negociação de US$ 24 milhões; uma planilha divulgada depois pelo site previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo a CNN, o valor efetivamente repassado chegou a pelo menos R$ 61 milhões, que o Estadão Conteúdo diz terem ido a um fundo nos EUA ligado à produção. A PF diz que ainda precisa esclarecer a origem, o destino e os beneficiários finais do dinheiro, e a perícia contratada pela produtora não teve acesso aos gastos nos EUA, quase 70% das despesas.
Por que este carimbo: Há base real (negociação de R$ 134 mi, repasses à produção), mas "recebeu 134 milhões" mistura valor pedido com valor repassado, e o destino foi o filme; por isso não é "verdadeiro_mas" nem "falso".
Contexto: Flávio diz que pediu patrocínio privado e que todo o dinheiro foi usado no filme. Ele é investigado em inquérito aberto em 22/07/2026 pelo ministro André Mendonça, do STF; não há condenação.
O dado correto: R$ 134 mi foi o valor pedido; ao menos R$ 61 mi foram repassados à produção do filme
É filhote do Bocário é você.
Quem é amigo do Bocarro é você.
Flávio Bolsonaro é amigo do banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens reveladas em 2026 mostram Flávio chamando Vorcaro de “irmão” e escrevendo “Estou e estarei contigo sempre” na véspera da primeira prisão do banqueiro. Os dois se encontraram ao menos duas vezes.
Segundo o Aos Fatos, nas conversas Flávio chama Vorcaro de “irmão” e “irmãozão” e fala em tom amigável ao cobrar parcelas do financiamento do filme “Dark Horse”; a última mensagem divulgada, de 16/11/2025, diz “Estou e estarei contigo sempre”. Os dois tiveram ao menos dois encontros presenciais, e Flávio voou em avião do qual uma empresa de Vorcaro tinha um terço das cotas. Segundo o Estadão, Flávio admitiu ter pedido os recursos e visitado o banqueiro depois que ele foi solto.
Por que este carimbo: Há relação próxima e documentada, o que sustenta a direção da fala, mas "amigo" é uma caracterização que os registros não comprovam nem desmentem; por isso não é "verdadeiro" pleno.
Contexto: Flávio descreve a relação como busca de patrocínio privado para um filme privado e nega irregularidade. Ele é investigado no STF, em inquérito aberto em 22/07/2026, por suspeitas ligadas ao financiamento do filme; não há condenação.
O dado correto: Conversas de dez/2024 a nov/2025 e pedido de patrocínio ao banqueiro; "amizade" não é documentada.
e vocês foram para 1 barco em Brasília. E você foram para 1 barco em Brasília discutir essa vacina.
Flávio Bolsonaro e outras pessoas foram a um barco em Brasília para discutir uma vacina.
Reportagem da revista piauí, de 21/10/2026, relata que Flávio participou em 17 de julho de 2020 de um churrasco numa lancha no Lago Paranoá, em Brasília, bancado pelos donos da Precisa Medicamentos, que depois intermediaram a Covaxin. Nenhuma cobertura diz que a vacina foi discutida a bordo.
Segundo a piauí, repercutida por Terra, Agência Cenarium e outros veículos, o passeio foi financiado por Danilo Trento e Francisco Maximiano, da Precisa, e teve outros convidados, como Lula disse. A revista afirma ter ouvido uma pessoa que estava a bordo e cruzado registros de voo. As tratativas da Precisa com o Ministério da Saúde sobre a Covaxin só aparecem em novembro de 2020, quatro meses depois do passeio. Tudo vem de uma única reportagem, e Flávio não respondeu à revista.
Contexto: A reportagem não traz conclusão judicial sobre irregularidade no passeio. O número de mortes por covid naquele dia está na #427.
Eu acho que esse uísque foi tomado por você, em julho de 2020, quando o cara vem vencer a vacina Covastim para você
me responda qual é a sua relação com o cara qual é a tua relação com a polícia que não permite você aceitar raspagem das balas?
Flávio Bolsonaro é contra o rastreamento das balas (munição) usadas pela polícia.
Em 2022, Flávio apoiou no Senado projeto que retirava a marcação de munições das forças de segurança; não há registro de ele se declarar "contra o rastreamento" em geral.
Segundo o Aos Fatos, Flávio apoiou em 2022 o PL 3.723/2019, do governo Bolsonaro, cuja versão aprovada na Câmara retirava a marcação de munições usadas pelas forças de segurança. Na CCJ do Senado, em 09/03/2022, ele pressionou pela votação; o projeto não foi votado. Na Band, em 18/10/2026, Lula disse que Flávio queria "tirar a marca da bala" (verdadeiro, segundo o Aos Fatos) e Flávio negou (falso). Hoje a lei exige identificação em todas as munições vendidas no país.
Por que este carimbo: O apoio ao fim da marcação está documentado, mas "ser contra o rastreamento" generaliza: o dispositivo foi incluído na Câmara e o projeto não foi votado.
Contexto: A retirada da marcação fazia parte de um projeto do governo Bolsonaro com outros temas, e o trecho sobre munições foi acrescentado pela Câmara; o projeto não foi votado no Senado.
O dado correto: Em 2022, Flávio defendeu no Senado o PL 3.723/2019, que retirava a marcação de munições das forças de segurança.
Que você não ficou pobre é que você criou 1 banqueiro e eu fiz ele prisioneiro.
O governo Lula prendeu um banqueiro.
Vorcaro foi preso duas vezes a pedido da PF: em novembro de 2025, por ordem da 10ª Vara Federal de Brasília, e em março de 2026, por ordem do ministro André Mendonça, do STF. A PF é do governo federal, mas as prisões foram decisões judiciais.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em 17/11/2025 na Operação Compliance Zero, autorizada por um juiz da 10ª Vara Federal em Brasília, e solto em 28/11. Voltou a ser preso em março de 2026 por decisão do ministro André Mendonça, do STF, também a pedido da Polícia Federal. A PF integra o governo federal, mas prisões dependem de ordem judicial. O Aos Fatos classificou como “não é bem assim” a mesma fala de Lula no debate da Band.
Por que este carimbo: A prisão é real e foi cumprida pela PF, órgão do governo federal, mas a ordem foi judicial; por isso "impreciso" e não "verdadeiro" nem "falso".
Contexto: A investigação e as prisões ocorreram no governo Lula, com a PF à frente da Operação Compliance Zero. Lula também se reuniu com Vorcaro fora da agenda oficial, segundo o Aos Fatos.
O dado correto: Prisão ordenada pelo STF (Mendonça) e cumprida pela PF; não foi decisão do presidente
qual foi a influência sua para que ele liberasse o terreno por ser 1 sócio-advogado?
com 1 coronel do ESET, era diretor do SPU, que você indicou.
Lula disse que Flávio Bolsonaro indicou o coronel do Exército que dirigia a SPU e que, em uma semana, Willer Tomaz conseguiu com ele a autorização que Richarlison esperava havia um ano.
O superintendente da SPU no Rio era o coronel do Exército Paulo da Silva Medeiros, nomeado em fevereiro de 2019, no governo Bolsonaro. Não há documento público que mostre que ele foi indicação de Flávio, que nega.
A nomeação de Medeiros foi noticiada em 2019, quando militares assumiram superintendências da Secretaria do Patrimônio da União (SPU); o Ministério da Economia disse que a escolha seguiu critérios técnicos. Segundo o ICL, o deputado Rogério Correia (PT-MG) acusa Medeiros de ter favorecido a operação e liga sua atuação ao entorno político de Flávio, sem documento da indicação. Em julho de 2022, Medeiros assinou o deferimento do pedido ligado à empresa de Willer Tomaz, aberto dois meses antes, e a certidão saiu em um dia. Richarlison tentou por meses o mesmo documento.
Contexto: Lula falou em “diretor da SPU” e em “uma semana”: Medeiros chefiava a superintendência do Rio, não o órgão nacional, e o pedido de 2022 levou cerca de dois meses. A demora relatada por Richarlison e a rapidez do pedido da empresa de Tomaz são alvo de pedido de investigação, sem conclusão divulgada.
William não é apenas amigo, pelo que parece ele é seu sócio.
Lula disse que, pelo que parece, Willer Tomaz é sócio de Flávio Bolsonaro.
Não há registro público de sociedade formal entre Flávio e Willer Tomaz. Relatório da PF revelado em 14/10 aponta Flávio como “usuário master” da conta bancária de uma empresa de Tomaz, e a PF apura se isso indica participação econômica ou societária; os dois negam.
Segundo a PF, em reportagem do Globo repercutida pelo Jornal do Brasil, Flávio aparece nos documentos de abertura da conta da Alcazar Holdings, empresa de Tomaz, com nível elevado de acesso. A empresa tinha uma cota do jato Legacy 650 usado por Flávio em janeiro de 2025. Em maio de 2025, uma secretária de Tomaz pediu ao banco que desvinculasse da conta nomes associados a ela, entre eles o do senador. O cadastro, sozinho, não prova que Flávio movimentou recursos, e a investigação no STF não tem conclusão.
Contexto: Lula usou “pelo que parece”, apresentando a sociedade como suspeita. Flávio diz que a relação é só de amizade; a defesa de Tomaz diz que o documento não demonstra relação financeira ou societária.
Ele entrou no SPU há mais de 1 ano, ficou esperando
O denunciante, conhecido como pai do bebê, fez pedido na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) há mais de um ano e aguardou resposta.
Richarlison diz ter esperado quase um ano por resposta da Secretaria do Patrimônio da União (SPU); Lula falou em mais de um ano. Há registro de um pedido relacionado à área, de setembro de 2021, nunca concluído, mas a SPU não conseguiu vinculá-lo ao cadastro do imóvel.
Segundo registros da SPU obtidos pela Lei de Acesso à Informação pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), um primeiro pedido de regularização foi apresentado em 20 de setembro de 2021 e não foi concluído. Outro requerimento, de 11 de maio de 2022, foi encerrado cerca de dois meses depois, e a certidão para transferir os direitos à empresa de Willer Tomaz saiu num procedimento aberto e concluído no mesmo dia; a SPU atribuiu isso a um problema no sistema. Ao SBT, Richarlison disse ter aguardado quase um ano.
Contexto: O ICL informa que a SPU não conseguiu ligar o pedido de 2021 ao RIP, o número de cadastro do imóvel da União, e que os documentos não permitem afirmar que houve dois pedidos idênticos pelo mesmo terreno. A rapidez do segundo processo é alvo de notícia-crime, ainda sem conclusão pública.
e o outro cidadão que era amigo do meu adversário, advogado, e que tinha indicado o diretor do SPU, que era 1 coronel,
O advogado amigo de Flávio Bolsonaro indicou para a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) o diretor que era coronel.
O superintendente da SPU no Rio entre 2019 e 2022 era um coronel do Exército, Paulo da Silva Medeiros. Não há registro público de que ele tenha sido indicado pelo advogado amigo de Flávio, nem pelo senador.
Em fevereiro de 2019, coronéis do Exército assumiram superintendências estaduais da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), entre elas a do Rio de Janeiro, comandada por Paulo da Silva Medeiros até dezembro de 2022. A versão de que ele teria sido indicado por Flávio Bolsonaro vem do deputado Rogério Correia (PT-MG), adversário político, sem documento divulgado. Nenhum registro público liga Willer Tomaz à nomeação.
Contexto: Documentos da SPU obtidos por Correia mostram que a certidão para transferir os direitos do imóvel à empresa de Tomaz saiu num procedimento aberto e concluído no mesmo dia, em 2022. Isso é questionado em notícia-crime, mas não prova a indicação.
Ele tinha pago 10 milhões de reais.
O denunciante, conhecido como pai do bebê, pagou R$ 10 milhões pela ilha em Angra dos Reis.
O valor é o que Richarlison diz ter investido, cerca de R$ 10 milhões, somando R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes e gastos com reforma e segurança. Não há documento público que confirme o total.
Segundo o próprio Richarlison, o negócio foi feito em outubro de 2020 com o ex-deputado Alencar da Silveira Júnior, e os cerca de R$ 10 milhões incluem R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de reformas e segurança. Em 21 de outubro, ele divulgou documentos que diz comprovarem a compra. Willer Tomaz sustenta que comprou os direitos legalmente. Lula falou em valor “pago”; o jogador fala em gasto total. O total não aparece em registro oficial público.
Contexto: Os R$ 10 milhões incluem gastos além da compra, e a disputa é sobre direitos de ocupação de um terreno da União, não sobre a ilha.
e tomaram a ilha deles.
Flávio Bolsonaro e seu advogado tomaram para si a ilha de Angra dos Reis que pertencia ao denunciante, o chamado pai do bebê.
A Justiça deu a posse do imóvel na Ilha Comprida à empresa do advogado Willer Tomaz, e o processo foi arquivado em janeiro de 2026. Flávio não foi parte. A acusação de que os dois “tomaram” o imóvel é de Richarlison e é alvo de pedidos de investigação.
A disputa é sobre direitos de ocupação de um terreno da União na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, onde há uma mansão. A empresa de Willer Tomaz, amigo de Flávio, ganhou a posse na Justiça: o Tribunal de Justiça do Rio decidiu a seu favor em março de 2025, e o STJ manteve. O processo foi extinto em outubro de 2025 e arquivado em janeiro de 2026. Flávio aparece só como testemunha e nega vínculo com o imóvel. Richarlison e o deputado Rogério Correia (PT-MG) pediram investigação à PF.
Contexto: Documentos da SPU obtidos por Rogério Correia mostram que a certidão para transferir os direitos à empresa de Tomaz saiu num procedimento aberto e concluído no mesmo dia, em 2022; a SPU alegou um problema no sistema. Não há conclusão pública de investigação sobre favorecimento.
De que o meu adversário e o advogado dele apareceram em uma ilha que ele tinha comprado em Angra dos Reis
O jogador Richarlison denunciou que Flávio Bolsonaro e o advogado dele apareceram em uma ilha que ele tinha comprado em Angra dos Reis.
A denúncia existe: em 17/10/2026, Richarlison acusou Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz de ficar com o imóvel que ele diz ter comprado em Angra dos Reis. Flávio nega e não foi parte da ação; a Justiça deu a posse à empresa de Tomaz.
Lula se referia ao atacante Richarlison. Num vídeo de 17 de outubro, o jogador disse ter gasto cerca de R$ 10 milhões num imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, acusou Flávio e Willer Tomaz, amigo do senador, de ficar com ele e pediu investigação à PF. A disputa é sobre direitos de ocupação de um terreno da União, não sobre a ilha. Tomaz diz ter comprado os direitos legalmente; Flávio afirma que nunca foi parte da ação.
Contexto: O Tribunal de Justiça do Rio deu sentença favorável à empresa de Tomaz em março de 2025, mantida pelo STJ. Ex-proprietários dizem que Flávio visitou a mansão em 2020, antes da venda. A denúncia, por si só, não prova que o fato ocorreu.
vocês se associaram a essa gente aqui no Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro e seu grupo político se associaram a milicianos e traficantes no Rio de Janeiro.
Há vários registros de ligação de Flávio com milicianos do Rio, mas nenhum de associação com o narcotráfico, e ele não é investigado por envolvimento com milícia.
Flávio homenageou na Alerj Adriano da Nóbrega e outro integrante do Escritório do Crime (2003 a 2005) e empregou a mãe e a mulher de Adriano até 2018. Em julho de 2026, a PF apontou que uma assessora dele teria negociado, em 2023, emendas com o miliciano Robson Calixto, o Peixe, mas Flávio não é alvo direto dessa apuração, segundo a Lupa. O Aos Fatos fala em "uma série de evidências" de ligação com milicianos. Não há registro público de vínculo com traficantes nem condenação.
Por que este carimbo: Há base real para o vínculo com a milícia, mas a fala inclui traficantes e um grupo inteiro sem registro; por isso "impreciso" e não "verdadeiro" ou "falso".
Contexto: Flávio nega ligação com milícias e diz que as contratações foram indicadas por Fabrício Queiroz; ele não foi denunciado nem condenado por isso.
O dado correto: Vínculo documentado só com o miliciano Adriano da Nóbrega (parentes no gabinete até 2018); nada sobre traficantes.
vou ficar ao ministério, fortalecer a Polícia Federal, fortalecer a Polícia Rodoviária Federal e acabar com essa bandidagem de miliciano e narcotráfico aqui no Rio de Janeiro e no Brasil inteiro
Lula promete fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e acabar com a atuação de milicianos e do narcotráfico no Rio de Janeiro e no Brasil.
Lula promete fortalecer a PF e a PRF e acabar com milícias e narcotráfico; o plano registrado no TSE prevê ampliar o sistema federal e criar o Ministério da Segurança, que depende da PEC da Segurança.
Como está hoje: PF e PRF já existem e atuam contra facções. A Lei Antifacção (Lei 15.358/2026, de 24/03/2026) prevê penas de 20 a 40 anos. Mortes violentas caíram 8,2% em 2025, para 19,1 por 100 mil habitantes, segundo o FBSP. Segurança é sobretudo estadual: a União gastou R$ 18 bi de R$ 163,1 bi no total.
Plano de governo: Sim, em parte: o plano prevê ampliar o sistema penitenciário federal (p. 28), criar o Ministério da Segurança Pública após a PEC (p. 30) e fortalecer o Brasil Contra o Crime Organizado (p. 27–28). Não achamos menção específica a fortalecer a PRF.
Custo: Sem estimativa pública para esta promessa. O plano cita R$ 10 bi do FIIS para estados e municípios no programa Brasil Contra o Crime Organizado. Segundo o FBSP, a União gastou R$ 18 bi em segurança em 2025.
Viabilidade: Fortalecer PF e PRF cabe ao Executivo, dentro do Orçamento. O Ministério da Segurança Pública depende da PEC 18/2025, que o Senado adiou para depois do 2º turno, sem data. O policiamento ostensivo é, sobretudo, dos estados.
Histórico: O governo Lula sancionou a Lei Antifacção em 2026 e lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado em maio de 2026. Não achamos registro de meta numérica para "acabar" com milícias ou narcotráfico.
aprovada a PEC de segurança, eu vou criar o ministério
Lula promete criar um ministério (sem especificar o nome no trecho) caso a PEC da Segurança seja aprovada.
Lula promete criar o Ministério da Segurança Pública se a PEC da Segurança for aprovada; a PEC ainda não foi votada no Senado e a votação foi adiada para depois do 2º turno.
Como está hoje: Hoje não existe ministério dedicado só à segurança pública. A PEC da Segurança não está aprovada. A Lei Antifacção (Lei 15.358, de 24/03/2026) já está em vigor. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a União gastou R$ 18 bi dos R$ 163,1 bi do gasto total com segurança, e a maior parte vem dos estados.
Plano de governo: Está no plano de governo de Lula registrado no TSE (p. 30): criar o Ministério da Segurança Pública depois de aprovada a PEC da Segurança.
Custo: Sem estimativa pública. Não achamos cálculo do Tesouro, da IFI ou das consultorias do Congresso para o custo do novo ministério, e a campanha não informou valor.
Viabilidade: Depende do Congresso. A PEC 18/2025 passou na Câmara e na CCJ do Senado. Faltam 49 votos no plenário do Senado, em dois turnos. Emenda de mérito a faria voltar à Câmara. Em 19/10/2026 Alcolumbre adiou a votação para depois do 2º turno, sem data, por impasse sobre emendas de maioridade penal.
Histórico: Não achamos registro de promessa anterior igual de Lula sobre esse ministério. Em 2026, o governo dele enviou o projeto da Lei Antifacção, que virou lei em 24/03/2026. Em 2019, o governo Bolsonaro uniu a Segurança Pública ao Ministério da Justiça.
Ele quer quer entregar para o Trump.
Dando emprego para mãe, chefe do gabinete do ódio e para irmã.
Flávio Bolsonaro deu emprego à mãe e à irmã de um miliciano.
Flávio empregou na Alerj, até 2018, a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega, depois apontado como chefe do Escritório do Crime. Não há registro de irmã dele contratada.
Segundo o Jornal do Brasil, por meio de Fabrício Queiroz, a mulher de Adriano trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a novembro de 2018, e a mãe dele, de abril de 2016 a novembro de 2018. A Lupa confirma a contratação da mãe e da mulher. A fala acerta a mãe, mas cita uma irmã no lugar da mulher.
Por que este carimbo: Não é "verdadeiro_mas" porque, nos termos ditos, a irmã não tem registro e o "gabinete do ódio" não é a organização de Adriano; também não é "falso", pois a mãe foi mesmo empregada.
Contexto: Flávio afirmou que as contratações foram indicadas por Fabrício Queiroz. Empregar parentes de alguém não é, por si só, crime; a suspeita do MP-RJ era de que as duas ajudavam a comandar o esquema de "rachadinha" do gabinete.
O dado correto: Mãe e mulher de Adriano da Nóbrega (Escritório do Crime) foram empregadas por Flávio na Alerj até nov/2018; sem registro da irmã.
oferecendo condecoração para para miliciano.
Flávio Bolsonaro ofereceu condecoração a um miliciano.
Flávio homenageou na Alerj Adriano da Nóbrega, depois apontado como chefe do Escritório do Crime: moção de louvor em 2003 e Medalha Tiradentes em 2005. Em 2005, Adriano era PM e estava preso, acusado de homicídio.
Segundo o Jornal do Brasil, em 2005 Flávio entregou a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Alerj, a Adriano, preso preventivamente desde janeiro de 2004 pelo homicídio de um guardador de carros; em 2003, havia aprovado moção de louvor a ele. A Lupa registra que outro integrante do mesmo grupo também foi homenageado por Flávio na Alerj, em 2004. Em 2020, Jair Bolsonaro disse que Adriano era “um herói” da PM naquela época.
Por que este carimbo: O fato é real, mas sem o contexto de que em 2005 Adriano era PM acusado de homicídio, e não um miliciano conhecido, a fala dá a impressão de homenagem a um chefe de milícia, por isso não é "verdadeiro" simples.
Contexto: As homenagens foram feitas quando Adriano era policial militar. Só depois ele foi apontado pelo MP-RJ como chefe do Escritório do Crime; morreu em 2020. Flávio diz ter homenageado centenas de policiais.
O dado correto: Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, em 2005, quando ele era PM preso por homicídio
Todo mundo assiste o discurso dele na Assembleia Legislativa, defendendo o miliciano, oferecendo condecoração para para miliciano.
Flávio Bolsonaro fez discurso na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro defendendo um miliciano.
Flávio homenageou na Alerj o PM Adriano da Nóbrega (moção em 2003 e Medalha Tiradentes em 2005, quando ele estava preso) e defendeu as milícias em discurso em 2007. Adriano só foi acusado de chefiar milícia anos depois.
Como deputado estadual, Flávio Bolsonaro apresentou moção de louvor ao PM Adriano da Nóbrega em 2003 e, em junho de 2005, um projeto para lhe conceder a Medalha Tiradentes, quando Adriano estava preso por homicídio, crime do qual depois foi absolvido. Em 2007, Flávio discursou na Alerj contra críticos das milícias. Adriano foi expulso da PM em 2014 e passou a ser acusado pelo Ministério Público de liderar uma milícia na zona oeste do Rio; morreu em 2020.
Contexto: Na época das homenagens, Adriano era policial e não era apontado como miliciano; Flávio diz que o PM sofria uma injustiça. O discurso de 2007 foi sobre as milícias em geral, não uma defesa de Adriano.
a relação dele com muita coisa ruim aqui no Rio de Janeiro
1 policial que deu 1 tiro de fuzil em 1 menina de 5 anos.
Um policial deu um tiro de fuzil em uma menina de 5 anos.
O Ministério Público acusa o cabo da PM Bruno Dias Delaroli de matar Ana Clara, de 5 anos, com um tiro de fuzil em Niterói, em 2021; a perícia achou munição 7,62 compatível com a arma dele. O PM ainda não foi julgado pelo júri.
Ana Clara foi atingida por um disparo de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ). O Ministério Público denunciou o cabo Bruno Dias Delaroli por homicídio e aponta que o disparo fatal partiu do fuzil dele; a perícia encontrou vestígios de munição calibre 7,62 compatível com essa arma. A Justiça mandou o caso a júri popular, decisão mantida pelo STJ, mas o julgamento ainda não aconteceu. Flávio Bolsonaro atuou na defesa do policial.
Contexto: O policial responde em liberdade, e sem julgamento não há condenação. A defesa sustenta que houve confronto com criminosos e contesta a autoria do disparo.
Por que que 1 senador da República evita que 1 policial assassino que era para ser julgado agora dia 21, não fosse julgado.
Flávio Bolsonaro, senador, está atuando para impedir o julgamento de um policial assassino marcado para o dia 21.
Flávio integrou a defesa do PM Bruno Delaroli e, em 2024, assinou recurso ao STJ para evitar o júri popular, sem sucesso. Mas não há prova de que ele tenha causado o adiamento do júri marcado para 21/10, e o réu ainda não foi julgado pela morte de Ana Clara.
Delaroli é réu pela morte de Ana Clara, de 5 anos, baleada em Niterói em 2021. Flávio aparece entre os advogados do recurso que o STJ rejeitou em 2024; num novo habeas corpus, de outubro de 2024, o nome dele já não constava. O júri passou de 14/04 para 21/10/2026 e depois para 5/05/2027. A mãe disse ter sido informada de que a juíza tinha outro compromisso; o Diário de Pernambuco atribuiu a mudança a um recurso de Flávio, sem detalhar qual. Sem julgamento, chamar o PM de “assassino” neste caso antecipa o júri.
Por que este carimbo: Há base real (atuação na defesa e recurso ao STJ contra o júri em 2024), mas a fala diz que ele age agora para impedir o júri de 21/10, o que as fontes não mostram; por isso não é verdadeiro_mas nem falso.
Contexto: Segundo o Aos Fatos, Delaroli já havia sido condenado por homicídio doloso em 2014, por outra morte em operação policial. A decisão de levá-lo a júri popular é definitiva desde agosto de 2025.
O dado correto: Atuou na defesa em 2024 (recurso ao STJ negado); sem prova de que causou o adiamento do júri de 21/10 para 5/5/2027; PM é réu, não condenado
Inclusive com o pé de meia fazendo com que 66% das crianças não desistissem mais da escola
O programa Pé-de-Meia fez com que 66% das crianças deixassem de desistir da escola.
Não há dado nacional de 66%. O MEC atribui ao Pé-de-Meia uma queda de 43% no abandono do ensino médio público (6,4% em 2022 para 3,6% em 2024); o Censo Escolar 2025 mostra queda de 61% entre 2022 e 2025, somando vários programas.
O Pé-de-Meia, criado em 2024, paga incentivo a estudantes do ensino médio público, não a crianças. Segundo o MEC, a taxa de abandono no ensino médio público caiu de 6,4% em 2022 para 3,6% em 2024, queda de 43%. O Censo Escolar 2025 (Inep) registrou queda de 61% no abandono entre 2022 e 2025, e o MEC credita o resultado a um conjunto de programas, entre eles o Pé-de-Meia. Nenhum desses dados chega a 66%, e eles medem a queda da taxa, não a parcela de alunos.
Contexto: A queda no abandono escolar é real e grande. Parte do período medido (2022 e 2023) é anterior ao programa, e os dados oficiais não isolam o efeito só do Pé-de-Meia.
Aliás, eles inventaram 1 1 escola cívicomilitar. Isso que eles inventaram e que não fizeram também.
O programa de escolas cívico-militares do governo Bolsonaro não chegou a ser implementado.
O programa federal foi implantado: eram 127 escolas em 26 estados em nov/2021, e 202 a 223 no total até o fim, em 2023, no governo Lula.
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) foi criado pelo Decreto 10.004/2019 e funcionou. Em novembro de 2021, o MEC contava 127 escolas em 26 estados, com meta de 216 até 2022. Dados do MEC obtidos pela Agência Pública indicam 223 escolas criadas em dois anos; um estudo da UFFS, também com dados do MEC, fala em 202 até 2023. O programa foi encerrado já no governo Lula, em 2023.
Por que este carimbo: Não é só exagero: o núcleo da afirmação, de que o programa não foi feito, está errado, pois havia centenas de escolas; a escala pequena perto das 216 previstas não muda isso.
Contexto: O programa ficou abaixo da meta inicial e foi extinto em 2023 pelo atual governo, mas modelos cívico-militares estaduais seguiram avançando.
O dado correto: 127 escolas em 26 estados (nov/2021); 202 a 223 no total, conforme a fonte
eles inventaram 1 1 escola cívicomilitar
O governo Bolsonaro criou o programa de escolas cívico-militares.
O governo Bolsonaro criou o programa federal de escolas cívico-militares, por decreto de 5/9/2019; o governo Lula o encerrou em 2023.
O Decreto 10.004, de 5 de setembro de 2019, instituiu o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares no governo Bolsonaro. O Decreto 11.611, de 19/7/2023, o revogou e previu um plano de transição para encerrar as atividades. Reportagens da época, como a do Extra Classe, também descrevem o programa como criado por Bolsonaro em 2019.
Por que este carimbo: O decreto de criação é de 2019, no governo Bolsonaro, e nenhum contexto relevante muda a conclusão do eleitor.
Contexto: O programa foi extinto pelo governo Lula em 2023, com transição pactuada com estados e municípios. Modelos de escolas com gestão militar já existiam em alguns estados antes de 2019.
O dado correto: Programa federal criado pelo Decreto 10.004, de 5/9/2019
acreditava em educação como não acredita, porque não investiram
O governo Bolsonaro não investiu em educação.
O MEC de Bolsonaro executou R$ 453 bilhões em 2019–2022, 9% menos que nos quatro anos anteriores; os investimentos em obras e equipamentos dos dois primeiros anos foram os menores desde 2015, e o gasto com construção de creches caiu 80%. Houve corte forte, não ausência de investimento.
Segundo levantamento da Folha, o MEC executou R$ 453 bilhões no governo Bolsonaro, 9% menos que os R$ 497 bilhões do quadriênio anterior. Os investimentos, que pagam obras e equipamentos, foram os menores desde 2015 nos dois primeiros anos do mandato, e o gasto federal com construção de creches e pré-escolas caiu 80%, segundo o Todos Pela Educação. A crítica tem base na queda, mas “não investiram” exagera: houve gasto e investimento, em volume menor.
Contexto: O investimento do MEC já tinha caído em 2015, na crise do governo Dilma. Boa parte da educação básica é financiada por estados e municípios.
Escolas do tempo integral, institutos federais paralisado.
Escolas de tempo integral e institutos federais estavam paralisados quando o governo Lula assumiu.
Mais de 5.600 obras da educação estavam paradas no início de 2023, e o MEC anunciou naquele ano a retomada de obras que iam de creches a campi de institutos federais. Falta uma contagem separada para institutos federais e qualquer dado sobre escolas de tempo integral.
A frase continua a das 5.600 creches e escolas paralisadas, que o Aos Fatos confirmou para obras da educação no início de 2023. Em fevereiro de 2023, o ministro Camilo Santana anunciou a retomada de cerca de 4 mil obras paradas, de creches a campi de universidades e institutos federais. Antes, no fim de 2020, cortes afetavam obras atrasadas em 24 institutos federais, segundo o Conif. Falta saber quantas obras de institutos federais estavam paradas em 2023; sobre escolas de tempo integral paradas, falta qualquer dado.
Contexto: Obra parada não é o mesmo que programa parado. Segundo o TCU, citado pelo Aos Fatos, eram 8.603 obras federais paralisadas em abril de 2023, em todas as áreas, e são 4.215 hoje.
Todo mundo sabe que nós encontramos 5600 creches paralisadas e escolas.
Quando o governo Lula assumiu, havia 5.600 creches paralisadas e escolas no país.
O número bate com as 5.642 obras de educação paradas no início de 2023, segundo o FNDE. Mas o total inclui quadras esportivas, não só creches e escolas.
Em audiência na Câmara em dezembro de 2024, a então presidente do FNDE disse que havia 5.642 obras paradas registradas no sistema do MEC no início do mandato, segundo o Aos Fatos. Entre as obras do pacto de retomada há 1.318 de educação infantil, 1.111 de ensino fundamental e 1.230 quadras esportivas, segundo dados do FNDE citados pela agência Brasil 61. O número está correto para obras de educação, mas não se refere só a creches e escolas.
Por que este carimbo: O número confere com o total de obras de educação paralisadas, mas a fala o atribui só a creches e escolas e não diz quem tocava as obras; por isso não é "verdadeiro" pleno nem "impreciso".
Contexto: As obras são em geral tocadas por estados e municípios com dinheiro federal, e a retomada depende da adesão deles.
O dado correto: Cerca de 5.642 obras paralisadas na educação (Aos Fatos); 8.603 obras federais no total em abr/2023 (TCU)
E vamos estender o pé de meia para a universidade, porque nós queremos que nenhum jovem desista da escola, nós queremos que eles estudem
Lula promete estender o programa Pé-de-Meia para a universidade no próximo mandato.
Lula promete levar o Pé-de-Meia ao ensino superior; a campanha já detalhou o desenho (R$ 700 por mês em 10 meses mais R$ 2.500 por ano) e estimou R$ 4,6 bi/ano, mas o plano no TSE não traz isso.
Como está hoje: O Pé-de-Meia existe desde 2024 para o ensino médio da rede pública: segundo o MEC, alcançou 7,2 milhões de estudantes (acumulado até jul/2026), com custo de cerca de R$ 13 bi/ano. Existe também o Pé-de-Meia Licenciatura, para quem faz cursos de formação de professores. Para quem está na universidade em geral, ainda não há nada igual.
Plano de governo: Não aparece no plano de governo registrado no TSE: o plano cita só o Pé-de-Meia do ensino médio (p. 24 e 32) e o Pé-de-Meia Licenciatura (p. 33).
Custo: A campanha (Camilo Santana, 13/10/2026) estimou R$ 4,6 bi/ano para cerca de 1 milhão de alunos, com dinheiro do Fundo Social do Pré-Sal. Pelos valores anunciados (R$ 9.500 por aluno/ano), 1 milhão de alunos custaria R$ 9,5 bi/ano (cálculo sobre os números citados). Não achamos estimativa independente.
Viabilidade: Não achamos um projeto de lei específico para o Pé-de-Meia universitário. Como o programa de hoje depende de dotação no Orçamento, a ampliação precisaria de recursos aprovados pelo Congresso na lei orçamentária. O TCU já questionou, em 2025, o pagamento do programa por fora da conta única.
Histórico: O governo Lula criou o Pé-de-Meia em 2024. Em jan/2025 o TCU bloqueou R$ 6 bi por causa do pagamento via fundo privado fora da conta única e liberou em fev/2025, com prazo de 120 dias para ajustes. O governo prometeu incluir o programa na lei orçamentária de 2026.
Todo mundo sabe que nós criamos o pé de meia e vamos nos universalizar para o ensino médio.
O governo Lula criou o programa Pé-de-Meia, e Lula promete universalizá-lo para o ensino médio no próximo mandato.
O Pé-de-Meia já existe desde 2024, criado no governo Lula, e já paga estudantes do ensino médio público; a promessa nova é a universalização e a extensão à universidade.
Como está hoje: O Pé-de-Meia existe desde 2024 e já alcançou 7,2 milhões de estudantes (acumulado, não ativos), segundo o MEC em jul/2026. O que mudaria seria a universalização, hoje sem número nem critério detalhado, e a extensão à universidade (R$ 700 por mês em 10 meses mais R$ 2.500 por ano).
Plano de governo: O plano de Lula no TSE cita o Pé-de-Meia do ensino médio (p. 24 e 32) e o Pé-de-Meia Licenciatura (p. 33), mas não fala em universalização nem em universidade.
Custo: Hoje o programa custa cerca de R$ 13 bi por ano, segundo o MEC. Para a versão universitária, a campanha estimou R$ 4,6 bi por ano (Camilo Santana); não achamos estimativa independente para a universalização.
Viabilidade: O programa já existe, então ampliar o alcance depende de Orçamento e de regras do MEC, não de nova lei. Em jan/2025 o TCU bloqueou R$ 6 bi por o pagamento passar por fundo privado, e o governo prometeu pôr o programa no Orçamento de 2026.
Histórico: O governo Lula criou o programa em 2024 e o executa desde então. Não achamos registro de promessa anterior de universalização.
E nós vamos concluir agora no próximo mandato, 100% de escola de tempo integral nesse país até o ensino médio.
Lula promete alcançar 100% de escolas de tempo integral no país até o ensino médio no próximo mandato.
Lula promete 100% de escolas em tempo integral até o ensino médio em 2027–2030; hoje 22,9% das matrículas da educação básica são em tempo integral, e não há custo estimado para a meta de 100%.
Como está hoje: Existe o programa Escola em Tempo Integral, do governo Lula, com meta de 3,2 milhões de novas matrículas até 2026 (965.121 declaradas no 1º ciclo e 943.125 pactuadas no 2º). Segundo o Censo Escolar, o tempo integral foi de 18,2% (2022) para 22,9% (2024) da educação básica; declaradas ou pactuadas não são matrículas efetivas.
Plano de governo: Parcial: o plano registrado no TSE (p. 31–33) dá "absoluta prioridade" à expansão do tempo integral, mas não fixa a meta de 100% nem prazo.
Custo: Sem estimativa pública para universalizar o tempo integral. A campanha não apresentou custo nem fonte de recursos para a meta de 100%.
Viabilidade: Educação básica é responsabilidade de estados e municípios, então a meta depende de adesão deles e de repasses da União. A meta de 3,2 milhões de novas matrículas até 2026 ainda não foi alcançada; o prazo de 4 anos é curto para 100%.
Histórico: O governo Lula criou o programa Escola em Tempo Integral no mandato atual; a participação do tempo integral subiu de 18,2% (2022) para 22,9% (2024). Não achamos registro de meta de 100% antes.
Todo mundo sabe o papel do Haddad na educação.
O tigre foi seu pai que criou, explica por que que seu pai criou 1 tegrinho.
Jair Bolsonaro criou o Tigrinho (cassino online).
Bolsonaro não criou o 'Tigrinho': jogos de cassino online eram proibidos no governo dele e só foram liberados pela Lei 14.790/2023, sancionada por Lula. No governo Bolsonaro, o que houve foi a falta de regulamentação das apostas esportivas criadas em 2018.
A Lei 13.756/2018, de Temer, criou as apostas esportivas e deu prazo de até quatro anos para a regulamentação, que o governo Bolsonaro não fez; nesse período, o setor operou sem regras. Jogos de cassino online, como o 'Tigrinho', não estavam nessa lei e eram proibidos. Eles foram liberados pela Lei 14.790/2023, sancionada por Lula, e voltaram a ser proibidos pela MP 1.394, de setembro de 2026. A omissão na regulamentação é real, mas não equivale a criar o jogo.
Por que este carimbo: As duas análises encontraram erro na fala, mas só uma o considerou grave: vale o carimbo mais brando, que as duas sustentam.
Contexto: Segundo a Folha, o governo Bolsonaro deixou de regulamentar as apostas por pressão de parlamentares evangélicos.
O dado correto: Apostas legalizadas em 2018 (Temer); regulamentadas em 2023 (Lula)
O tigre foi criado por vocês em 2022.
O Tigrinho (cassino online) foi criado pelo grupo político de Flávio Bolsonaro em 2022.
O governo Bolsonaro não criou o “tigrinho” nem as apostas online. A lei de 2018, de Temer, autorizou só apostas esportivas; cassinos online como o “tigrinho” só foram permitidos pela Lei 14.790/2023.
A Lei 13.756/2018, sancionada por Michel Temer, criou as apostas de quota fixa só para eventos reais de temática esportiva e deu prazo para a regulamentação. O governo Bolsonaro não cumpriu o prazo, e o setor operou sem regras e sem impostos. Jogos de cassino online, como o “tigrinho”, só passaram a ser permitidos pela Lei 14.790/2023, sancionada por Lula. A Agência Lupa classificou a frase como falsa: Lula atribuiu falsamente o surgimento das apostas online à gestão Bolsonaro.
Contexto: Durante o governo Bolsonaro, o setor de apostas operou sem regras e sem recolhimento de impostos, segundo a Lupa, o que é diferente de ter criado o “tigrinho” ou as apostas online.
eu sei que você por exemplo é contra acabar com as betas
Flávio Bolsonaro é contra acabar com as bets (apostas online).
Flávio criticou a proibição das bets pelo governo e diz que voltaria a permitir as apostas esportivas, mas defende manter proibidos os cassinos online, como o 'tigrinho'.
Em 25 de setembro de 2026, o governo Lula editou medida provisória proibindo as apostas esportivas e os cassinos online. Flávio chamou a proibição de 'agressão à segurança jurídica' e disse que, se eleito, pretende voltar a permitir as apostas esportivas. Ao mesmo tempo, promete manter os cassinos online proibidos. Ele é contra acabar com as apostas esportivas, mas não com todas as modalidades de bets.
Contexto: Flávio votou contra a lei de 2023 que regulamentou o setor, segundo o Jornal de Brasília. As apostas foram legalizadas em 2018, no governo Temer.
o perdão de 1 dívida de quase 15 bilhões para 4 milhões de vezes.
O governo Lula anunciou na semana do debate o perdão de dívidas que somam quase R$ 15 bilhões para 4 milhões de pessoas.
O governo diz que o perdão aprovado pelo Congresso soma mais de R$ 15,5 bilhões em dívidas de mais de 3,6 milhões de MEIs; a lei foi sancionada em 21/10, na semana do debate.
O pacote do MEI (PLP 186/2026), aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula em 21/10, perdoa as dívidas federais dos microempreendedores individuais registradas até 13/10/2026. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, são mais de R$ 15,5 bilhões perdoados para mais de 3,6 milhões de MEIs. A estimativa anterior do governo, citada pela Agência Lupa e pelo Poder360, era de R$ 12,6 bilhões em dívida ativa. A Lupa classificou a mesma fala como verdadeira.
Contexto: O perdão vale a partir de 1º de janeiro de 2027 e só para dívidas com a União. Os números são estimativas do governo e variam conforme a base: R$ 12,6 bi em dívida ativa ou mais de R$ 15,5 bi no total perdoado.
Nós fizemos a Lei Geral da Pequena e Média Empresa porque nós queremos que o empreendedorismo vença nesse país
O governo Lula fez a Lei Geral da Pequena e Média Empresa.
A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123) é de dezembro de 2006, no primeiro governo Lula. O nome certo é "Micro e Pequena", não "Pequena e Média".
A Lei Complementar 123, de 14/12/2006, instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, e criou o Simples Nacional. Ela foi sancionada no primeiro mandato de Lula. Essa lei revogou o estatuto anterior, a Lei 9.841/1999, segundo o Planalto. O nome dito por Lula ("Pequena e Média") está levemente errado, mas o sentido é claro. A lei também é a base do MEI, criado em 2008 por alteração dela.
Por que este carimbo: A lei existe e foi sancionada por Lula em 2006; o erro no nome ("Média" em vez de "Micro") não muda a conclusão, então não cabe "impreciso".
Contexto: A lei de 2006 é da primeira passagem de Lula pela Presidência. Ela também alterou regras do Simples, que já existia desde 1996 (governo FHC).
O dado correto: Lei Geral da Micro e Pequena Empresa: LC 123, de 14/12/2006, governo Lula
17 milhões e meio de MEI.
O Brasil tem cerca de 17,5 milhões de microempreendedores individuais (MEI).
O Brasil tem cerca de 17,5 milhões de MEIs ativos em 2026, número confirmado por checagens do debate da Band.
Aos Fatos e Estadão Verifica classificaram como verdadeira a mesma fala de Lula no debate da Band (18/10). Segundo o governo federal, citado pelo Estadão Verifica, há 17,56 milhões de MEIs ativos. O IBGE contou 14,6 milhões em 2022, e a alta até 2026 é coerente com o número citado.
Por que este carimbo: O número bate com o dado de MEIs ativos, e o contexto que falta não muda a conclusão do eleitor.
Contexto: O MEI foi criado em 2008, no governo Lula; o IBGE contou 14,6 milhões em 2022, e o crescimento veio ao longo de vários governos.
O dado correto: Cerca de 17,56 milhões de MEIs ativos
vamos fazer 1 leilão esse mês, 1 leilão, pode chegar a mais de 150 bilhões de reais para comprar as dívida nos bancos dessas pessoas.
Lula promete realizar neste mês um leilão que pode chegar a mais de R$ 150 bilhões para comprar dívidas de pessoas com bancos.
O Desenrola 3.0 já foi criado por medida provisória e a Fazenda abriu em outubro a primeira chamada aos bancos, mas o leilão está previsto para novembro, não para outubro. R$ 150 bi é o total de dívidas que o governo estima elegíveis; a 1ª chamada deve reunir até R$ 90 bi.
Como está hoje: A MP 1.393/26, de setembro de 2026, criou o Desenrola 3.0: a União compra em leilão carteiras de dívidas de até R$ 10 mil, como as de cartão de crédito, atrasadas há mais de 720 e menos de 1.645 dias (cerca de 2 a 4,5 anos), com desconto mínimo de 90%. Em outubro, a Fazenda publicou o 1º edital de chamamento, com cinco dias úteis para os bancos informarem as dívidas que pretendem oferecer.
Plano de governo: O plano de governo de Lula registrado no TSE fala em manter e ampliar a proteção social, sem citar a compra de dívidas pela União.
Custo: A estimativa do governo é desembolsar cerca de R$ 15 bilhões para comprar até R$ 150 bilhões em dívidas. Na 1ª chamada, os bancos podem apresentar até R$ 90 bilhões. Não há estimativa independente publicada (IFI, Tesouro).
Viabilidade: A MP 1.393/26 já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei. O leilão está previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro, e não para outubro, como disse Lula.
Histórico: O Desenrola foi lançado no governo Lula em 2023. Segundo a Agência Câmara, a 1ª fase teve mais de 8 milhões de operações, R$ 53 bilhões renegociados e 15 milhões de pessoas e famílias atendidas; somadas, as duas fases anteriores alcançaram cerca de 25 milhões de pessoas.
Nós já mandamos a medida provisória
O governo Lula já enviou ao Congresso a medida provisória do novo programa de renegociação de dívidas.
Lula assinou em 25/09/2026 a MP 1.393, que criou o Desenrola Brasil 3.0. Ela já está em vigor; o prazo inicial para o Congresso votá-la vai até 23 de novembro e pode ser prorrogado por mais 60 dias.
Lula assinou a medida provisória do Desenrola Brasil 3.0 em 25/09/2026. Ela saiu em edição extra do Diário Oficial e foi numerada como MP 1.393/2026. A MP autoriza a União a comprar, em leilão, carteiras de dívidas de até R$ 10 mil com desconto mínimo de 90%. Está em vigor e tramita no Congresso: o prazo inicial de votação vai até 23 de novembro e, pela Constituição, pode ser prorrogado uma vez por mais 60 dias.
Por que este carimbo: O fato central está confirmado em fontes oficiais, e a fala não omite nada que mude a conclusão do eleitor.
Contexto: As renegociações com os devedores só começam depois do leilão das carteiras, previsto para novembro; a primeira chamada da Fazenda aos bancos saiu em outubro.
O dado correto: MP 1.393, de 25/09/2026 (Desenrola Brasil 3.0)
E resolvemos criar 1 programa agora para resolver definitivamente a questão da dívida.
Lula afirmou que o governo resolveu criar um novo programa para resolver definitivamente a questão da dívida.
O governo criou o Desenrola Brasil 3.0 pela MP 1.393, de 25/09/2026, em que a União compra em leilão dívidas antigas com desconto mínimo de 90%. Se o programa vai resolver a dívida "definitivamente" não dá para checar.
A MP 1.393, de 25/09/2026, criou a terceira edição do Desenrola. Nela a União compra carteiras de dívidas antigas, com até R$ 15 bilhões do Ministério da Fazenda. A Fazenda abriu em outubro a primeira chamada para os bancos informarem, em cinco dias úteis, as dívidas que pretendem oferecer; o leilão está previsto para novembro, podendo passar para o início de dezembro. Pelo cronograma do governo, os descontos só começam a chegar aos devedores em fevereiro de 2027. Antes houve o Desenrola de 2023 e o Novo Desenrola, de maio de 2026.
Por que este carimbo: O programa novo existe e foi criado por MP, então a fala é verdadeira; "definitivamente" é promessa, não afirmação checável, e não muda o fato.
Contexto: O programa só deve começar a renegociar com os consumidores em fevereiro de 2027. A MP já está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para virar lei.
O dado correto: MP de 25/09/2026 criou o Desenrola 3.0, com compra de dívidas pela União (até R$ 15 bi)
2º atendemos quase 16 milhões de pessoas.
O segundo programa Desenrola do governo Lula atendeu quase 16 milhões de pessoas.
Pela contagem do próprio governo, o Novo Desenrola (2026) beneficiou perto de 9 milhões de pessoas: cerca de 4,1 milhões renegociaram dívidas e cerca de 5 milhões saíram dos cadastros de inadimplentes por dívidas de até R$ 100. É bem menos que “quase 16 milhões”.
O Novo Desenrola funcionou de maio a 31 de agosto de 2026. No fim de agosto, segundo o Ministério da Fazenda, 2,5 milhões de pessoas tinham renegociado e pago à vista e mais de 1,6 milhão tinham feito acordos parcelados. O governo também contou como beneficiadas as pessoas com dívidas pequenas, de até R$ 100, quitadas: cerca de 4 milhões em junho, segundo o ministro Dario Durigan, e cerca de 5 milhões no fim do programa. Somados, os grupos ficam perto de 9 milhões, bem abaixo dos quase 16 milhões citados.
Contexto: O programa também teve modalidades para estudantes do Fies e para empresas, contadas à parte. A modalidade para famílias renegociou cerca de 5,03 milhões de dívidas; como uma pessoa pode ter mais de uma dívida, o número de pessoas é igual ou menor.
No 1º atendemos 15 milhões de pessoas,
O primeiro programa Desenrola do governo Lula atendeu 15 milhões de pessoas.
O Desenrola Brasil (2023–2024) beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Fazenda.
O Ministério da Fazenda informou, ao encerrar o Desenrola Brasil em 20/05/2024, que o programa beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas, com R$ 53,2 bi em dívidas negociadas (0,5% do PIB). A Estadão Verifica também registrou 15,06 milhões de pessoas atendidas em cerca de 10 meses. O número bate com a fala de Lula.
Por que este carimbo: O número bate com o balanço oficial e não falta contexto que mude a conclusão; por isso é verdadeiro, e não verdadeiro_mas.
Contexto: "Atendidas" são pessoas que renegociaram dívidas; o programa focou em quem ganha até 2 salários mínimos ou está no CadÚnico.
O dado correto: Cerca de 15 milhões de pessoas e R$ 53,2 bi renegociados (2023–2024)
e nós desde o 1º mês de mandato nós criamos o 1º desviola para resolver o problema da dívida,
O governo Lula criou o primeiro programa Desenrola para renegociar dívidas da população no primeiro mês de mandato.
O primeiro Desenrola foi criado por medida provisória em 5 de junho de 2023, cinco meses depois da posse, e não no primeiro mês de mandato.
O Desenrola Brasil foi instituído pela Medida Provisória 1.176, de 5 de junho de 2023, convertida na Lei 14.690, de 3 de outubro de 2023, segundo exposição de motivos do Ministério da Fazenda no Planalto. A renegociação de dívidas bancárias (Faixa 2) começou em 17 de julho de 2023, e a Faixa 1, para quem ganha até dois salários mínimos ou está no CadÚnico, veio depois. A posse foi em 1º de janeiro de 2023. Houve uma segunda edição (Novo Desenrola, desde maio de 2026), então a ideia de "primeiro" e "segundo" programa existe, mas a data do primeiro não confere.
Por que este carimbo: As duas análises encontraram erro na fala, mas só uma o considerou grave: vale o carimbo mais brando, que as duas sustentam.
Contexto: O Desenrola foi de fato o primeiro programa nacional de renegociação do governo Lula, com a Faixa 2 bancária desde julho de 2023, mas o desenho só saiu cinco meses depois da posse.
O dado correto: Criado em 5/6/2023 (MP 1.176); início em 17/7/2023
depois criamos o 2º, e agora estamos criando o 3º tema para fazer com que o povo se livre da dívida que ele contraiu por n motivos.
O governo Lula criou o segundo programa Desenrola e está criando um terceiro para ajudar a população a quitar dívidas.
O governo criou o Desenrola em 2023 e o Novo Desenrola em maio de 2026, e a MP 1.393, de 25/09/2026, criou o Desenrola Brasil 3.0, ainda em análise no Congresso. Nele, a União compra dívidas atrasadas há 2 a 4,5 anos com desconto mínimo de 90%.
O primeiro Desenrola foi lançado em 2023. Lula assinou a MP do Novo Desenrola Brasil em 4/5/2026, com descontos de 30% a 90%, e o programa foi prorrogado até 31/8/2026. Em 25/09/2026, a MP 1.393 criou o Desenrola Brasil 3.0, em que a União compra em leilão carteiras de dívidas antigas. A MP já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei. Lula disse "estamos criando": o programa já foi lançado e está em implantação.
Por que este carimbo: Metade da fala (o segundo Desenrola) está comprovada e a outra metade (o terceiro) não tem registro, então não é "verdadeiro" nem "falso".
Contexto: O governo estima que o Desenrola 3.0 pode alcançar até 15 milhões de pessoas, com até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis.
O dado correto: Dois Desenrolas (2023 e maio/2026); terceiro sem registro público
você está colocando 1 pessoa que não quer colocar dinheiro no SUS, já disse que não quer
A pessoa que Flávio Bolsonaro está colocando para a área da saúde não quer colocar dinheiro no Sistema Único de Saúde (SUS) e já disse isso.
Claudio Lottenberg, anunciado por Flávio como futuro ministro da Saúde, disse em 2019 que não colocaria mais dinheiro no SUS antes de melhorar o uso dos recursos. A fala existe, mas é de 2019 e veio com essa condição.
Em 2019, num debate da Fundação Fernando Henrique Cardoso sobre o SUS, Lottenberg, então presidente da UnitedHealth Group Brasil, disse que não colocaria “nada mais, a não ser que a gente esgotasse ou pelo menos evoluísse na forma de alocar os recursos” já disponíveis, segundo o jornal A Tarde. A fala voltou a circular em 19/10/2026. Ele condicionou mais verba à melhora da gestão; não disse que nunca investiria. O plano de governo de Flávio prevê corrigir a tabela do SUS.
Contexto: Lottenberg foi anunciado por Flávio para o Ministério da Saúde no debate da Band (18/10). A fala de 2019 foi feita antes de qualquer indicação a cargo no governo.
Porque você está colocando 1 pessoa que não quer colocar dinheiro no SUS, já disse que não quer, e ainda disse que vai que vai vai privatizar o SUS?
A pessoa escolhida por Flávio Bolsonaro para a saúde disse que vai privatizar o SUS.
Não há registro de Lottenberg, anunciado por Flávio para a Saúde, nem do próprio Flávio dizendo que vão privatizar o SUS. Lottenberg disse em 2019 que não poria mais dinheiro no SUS sem antes melhorar a gestão, o que é outra coisa.
As falas de Claudio Lottenberg que voltaram a circular em outubro são de 2019: ele disse que não colocaria mais dinheiro no SUS antes de melhorar o uso dos recursos e defendeu o crescimento dos planos privados de saúde. Nas reportagens sobre essas falas, ele não fala em privatizar o SUS nem em cobrar pelo atendimento. O plano de governo de Flávio registrado no TSE prevê corrigir a tabela do SUS e contratar exames na rede privada em horários ociosos, sem mencionar privatizar o sistema.
Por que este carimbo: Não há registro público que confirme nem desminta a fala atribuída a Lottenberg; "falso" exigiria prova contrária.
Contexto: Contratar serviços da rede privada para o SUS já é previsto em lei e não equivale a privatizar o sistema. A frase de Lula sobre “não querer pôr dinheiro no SUS” é checada na #254.
O dado correto: Sem registro de Lottenberg afirmando que vai privatizar o SUS; o plano de Flávio não prevê privatização.
Poderia ter salvado pelo menos metade das pessoas que morreram, mas não.
O governo de Jair Bolsonaro poderia ter salvado pelo menos metade das pessoas que morreram de Covid-19 no Brasil.
Há estimativa acadêmica de que a maioria das mortes teria sido evitada se o Brasil tivesse ficado na média mundial. Os cálculos ligados a decisões específicas do governo federal, como o atraso na compra de vacinas, dão números menores, de 95 mil a 145 mil mortes.
Não existe número oficial de mortes evitáveis, só cálculos de cenário. Na CPI da Covid, em junho de 2021, o epidemiologista Pedro Hallal (UFPel) estimou que quatro de cada cinco mortes teriam sido evitadas se o Brasil estivesse na média mundial: 400 mil vidas, naquele momento. A mesma reportagem do Senado registra estimativas menores para falhas específicas: 95,5 mil mortes pelo atraso na compra das vacinas da Pfizer e da CoronaVac, 145 mil pela falta de vacinas a tempo e ao menos 120 mil por falta de testagem e rastreamento.
Por que este carimbo: Há base documental para a crítica (ofertas de vacina sem resposta), mas "metade" é um cálculo hipotético sem número oficial, o que impede o selo "verdadeiro".
Contexto: A comparação com a média mundial mede o resultado da gestão da pandemia como um todo, que também envolveu estados e municípios. O Brasil registrou cerca de 715 mil mortes por Covid até março de 2025, segundo o Ministério da Saúde.
O dado correto: 715 mil mortes; não há dado oficial de "evitáveis"; estimativa acadêmica, variável
O que eu exigia é que ele tivesse a competência de montar 1 equipe, 1 gabinete de crise com especialista.
Muita gente morreu por responsabilidade, por pura Cif,
Muitas pessoas morreram na pandemia de Covid-19 por irresponsabilidade do governo de Jair Bolsonaro.
A CPI da Pandemia atribuiu a Bolsonaro crimes ligados a mortes e apontou ofertas de vacina sem resposta, mas não há condenação nem número oficial de mortes atribuíveis ao governo.
O relatório da CPI da Pandemia (Senado, out/2021) pediu o indiciamento de Bolsonaro e de mais 65 pessoas, incluindo epidemia com resultado de morte e charlatanismo. A Pfizer disse à CPI que fez ao menos cinco ofertas de vacina em 2020, três delas sem resposta, e o contrato só saiu em 19/03/2021. O Brasil teve cerca de 715 mil mortes por Covid, segundo o Ministério da Saúde. "Irresponsabilidade" é um juízo: a CPI é um órgão político e não condenou ninguém, e não existe número oficial de mortes atribuíveis a decisões do governo federal.
Por que este carimbo: Os fatos documentados sustentam a crítica, mas "irresponsabilidade" é um juízo político: a CPI não é condenação e não há número oficial de mortes atribuíveis ao governo.
Contexto: A CPI é uma comissão política do Senado, e o relatório pediu indiciamentos que não equivalem a condenação. A maior parte das mortes (cerca de 86%) ocorreu em 2020–2021, e estados e municípios também tinham responsabilidade na resposta à pandemia.
O dado correto: CPI de 2021 pediu indiciamento de Bolsonaro por epidemia com morte; sem condenação judicial
Ele inventou remédio para vender cloroquina
Jair Bolsonaro promoveu a cloroquina como remédio contra a covid-19.
Bolsonaro defendeu em público a cloroquina contra a covid-19 e determinou ao Exército que produzisse o remédio, que chegou a mais de 3,2 milhões de comprimidos; parecer do Ministério da Saúde concluiu que não há evidência de benefício contra a doença.
Durante a pandemia, Jair Bolsonaro defendeu em público a cloroquina, remédio antigo contra a malária, como tratamento da covid-19. A CPI da Pandemia apurou essas declarações. Segundo a CNN, com base em auditoria do TCU, o Exército fez mais de 3,2 milhões de comprimidos depois que o presidente determinou a produção para o combate à covid. Um parecer técnico do Ministério da Saúde contraindicou o uso do remédio contra a doença por não haver evidência de benefício.
Contexto: A cloroquina produzida pelo Exército era distribuída pelo governo, não vendida; na fala, “vender” tem o sentido de promover o remédio.
no governo do pai dele, no governo do pai dele, sabe quem tomasse vacina ia virar gay
No governo de Jair Bolsonaro, afirmou-se que quem tomasse vacina contra a covid-19 viraria gay.
Bolsonaro não usou a palavra “gay”, mas, ao falar da vacina da Pfizer em 2020, citou “homem começar a falar fino”, e em 2021 disse que a pessoa “podia virar bambi”, termo usado de forma homofóbica contra gays.
Em dezembro de 2020, ao comentar o contrato da Pfizer, Jair Bolsonaro disse que a empresa não responderia se a pessoa virasse jacaré, se crescesse barba em mulher “ou algum homem começar a falar fino”. Em julho de 2021, chamou a fala de hipérbole e acrescentou: “Podia virar bambi também, hipopótamo, elefante”. Bambi é personagem da Disney associado de forma pejorativa a gays. A fala de Lula resume essas declarações; o contexto é a ironia de Bolsonaro sobre a cláusula de responsabilidade do contrato.
Contexto: Bolsonaro disse que falava em sentido figurado (“chama-se hipérbole, uma figura de linguagem”) e não afirmou que a vacina mudaria a orientação sexual de alguém.
por evitar que morresse mais gente da covid
O Sistema Único de Saúde (SUS) evitou que morresse mais gente de covid-19 durante a pandemia.
Estudo de pesquisadores ligados à Fiocruz estima que a vacinação feita pelo SUS evitou de 54 mil a 63 mil mortes de pessoas com 60 anos ou mais só entre janeiro e agosto de 2021.
A vacinação contra a Covid-19 no Brasil foi feita pelo SUS a partir de janeiro de 2021. Segundo estudo publicado na revista The Lancet Regional Health Americas, a campanha evitou de 54 mil a 63 mil mortes de idosos entre janeiro e agosto daquele ano. As mortes caíram de 424,1 mil em 2021 para 74,7 mil em 2022 e 14,7 mil em 2023 (Ministério da Saúde). A fala não traz número, e os dados sustentam que o SUS evitou mais mortes.
Contexto: Mesmo assim, o país registrou 715 mil mortes por Covid até março de 2025, e o mesmo grupo de pesquisadores estima que outras 47 mil vidas de idosos poderiam ter sido salvas com vacinação mais rápida. A primeira vacina aplicada no país foi a CoronaVac, do Instituto Butantan.
de deixar morrer 70, 26 mil pessoas para Covid, ao invés de atender a demanda científica sabe, dos médicos e dos pesquisadores.
Jair Bolsonaro, quando era presidente, optou por deixar morrer pessoas na pandemia de Covid-19 em vez de atender à demanda científica de médicos e pesquisadores.
Estudo de pesquisadores brasileiros estima que cerca de 47 mil idosos poderiam ter sido salvos com vacinação mais acelerada contra a covid. Mas atribuir a uma escolha do ex-presidente todas as cerca de 700 mil mortes vai além do que os dados mostram.
O Ministério da Saúde registrava 715.295 mortes por Covid-19 em março de 2025. Estudo de pesquisadores da Unesp, Fiocruz, Unicamp, UFABC e USP, publicado na revista The Lancet Regional Health Americas, estimou que outras 47 mil vidas de idosos poderiam ter sido salvas num cenário de vacinação mais acelerada a partir de janeiro de 2021. A Pfizer disse à CPI da Covid que fez ofertas de vacina em 2020 sem resposta, e o contrato só saiu em março de 2021. Isso sustenta que decisões do governo federal custaram vidas, mas não que todas as mortes decorram de uma escolha do presidente.
Por que este carimbo: A crítica à demora e à negligência tem base documental, mas a intenção de "deixar morrer" não está provada, então não é verdadeiro; também não é falso, porque há fatos reais por trás.
Contexto: Estados e municípios também tinham responsabilidade na resposta à pandemia, e a maior parte das mortes ocorreu em 2020 e 2021.
O dado correto: 715.295 mortes por Covid-19 até março de 2025; sem prova documental de intenção de deixar morrer
negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes.
Ela voltou a crescer porque nós conquistamos respeito
Perceberam que a economia não crescia acima de 3% desde que eu deixei a presidência em 2010?
Depois que Lula deixou a presidência, em 2010, a economia não cresceu mais de 3% ao ano até ele voltar.
O PIB passou de 3% depois que Lula deixou o cargo e antes de ele voltar: cerca de 4% em 2011, com Dilma, e 4,6% em 2021, com Bolsonaro (4,8% na revisão do IBGE). Em 2022 ficou em 3,0%.
Segundo a série oficial do PIB, depois de 2010 o crescimento passou de 3% em 2011 (3,97%, governo Dilma) e em 2021 (4,6% na primeira divulgação, 4,8% após revisão do IBGE, governo Bolsonaro); em 2022 ficou em 3,0%. O Aos Fatos classificou como falsa a mesma afirmação de Lula no debate da Band, com esses dados. Depois da volta de Lula, o PIB cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.
Por que este carimbo: Não é "exagerado" nem "impreciso" porque o núcleo da frase está errado: houve anos acima de 3% (2011, 2021, 2023, 2024), e não só uma pequena diferença de arredondamento.
Contexto: Depois de 2010 houve anos fracos: recessão em 2015 e 2016 e queda de 3,3% em 2020. O crescimento de 2021 veio como recuperação da pandemia.
O dado correto: PIB: +3,9% (2011), +4,8% (2021), +3,2% (2023), +3,4% (2024)
ninguém em nenhum momento da história fez mais crédito do que nós fizemos
O governo Lula concedeu mais crédito do que qualquer outro governo na história do Brasil.
Segundo o Banco Central, o crédito em relação ao PIB atingiu o máximo histórico em dezembro de 2025, no atual governo. Mas o crédito é concedido sobretudo por bancos, e a inadimplência também bateu recorde.
No Relatório de Política Monetária de setembro de 2026, o Banco Central diz que a razão entre o saldo de crédito e o PIB segue perto do máximo histórico, registrado em dezembro de 2025. Em 2025, o saldo de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 7,1 trilhões, alta de 10,2%. O recorde vale também em proporção da economia, não só em valores nominais. A maior parte desse crédito é concedida por bancos privados e públicos, não diretamente pelo governo.
Contexto: O crédito alto veio junto com inadimplência recorde: 4,3% no sistema financeiro em janeiro de 2026, a maior da série iniciada em 2011, segundo o Banco do Nordeste com dados do Banco Central.
É por isso que o salário mínimo cresceu no nosso governo, porque quando o PIB cresce,
O salário mínimo cresceu no governo Lula.
O mínimo subiu de R$ 1.302 para R$ 1.621 no governo Lula, com ganho real em quase todos os reajustes (2024: +5,64%; 2025: +2,61%; 2026: +2,49%).
O salário mínimo é de R$ 1.621 em 2026 (Decreto 12.797/2025), contra R$ 1.518 em 2025. O Dieese registra ganho real acima da inflação em jan/2023 (+1,41%), 2024 (+5,64%), 2025 (+2,61%) e 2026 (+2,49%). A exceção é o reajuste de mai/2023, com −1,01% pela base do Dieese. Em 2026 o ganho real foi de cerca de 2,5% sobre o INPC de 12 meses. A regra de valorização liga o reajuste à inflação e ao crescimento do PIB.
Por que este carimbo: A afirmação central (o mínimo cresceu, nominal e acima da inflação) está comprovada; o vizinho verdadeiro_mas não se aplica porque o contexto não muda a conclusão do eleitor.
Contexto: O ganho real é limitado pelo teto de despesa do arcabouço fiscal: sem o limite, a Lei 14.663/2023 daria R$ 1.636 em 2026. O PIB usado na regra é o de anos anteriores, e o reajuste de mai/2023 teve ganho real negativo (−1,01%, base Dieese).
O dado correto: Mínimo de R$ 1.621 em 2026; ganho real de 2,49% a 5,64% ao ano em 2024–2026
essa taxa de juro que nós herdemos com 13% e que está 13 e 75%, no Banco Central independente
A taxa Selic foi herdada em 13% e está em 13,75% no governo Lula.
A Selic herdada em jan/2023 era 13,75%, não 13%. A taxa atual de 13,75% está certa, e é igual à herdada.
Segundo o Banco Central (meta Selic, série 432), a taxa estava em 13,75% ao ano desde ago/2022 e era esse o valor em jan/2023. Lula disse 13%, uma diferença de 0,75 ponto percentual. A Selic atual é 13,75% desde 17/09/2026 (decisão do Copom de 16/09), então esse número está certo. No intervalo, a taxa caiu a 10,50% (mai/2024), subiu a 15% (jun/2025) e voltou a 13,75% com cortes de 0,25 ponto desde mar/2026.
Por que este carimbo: O valor atual está certo, mas o valor herdado está errado em 0,75 ponto percentual, acima da tolerância de 0,5 ponto. Por isso é "impreciso" e não "verdadeiro"; o erro não chega a ser "falso" porque a conclusão de que a taxa está igual à herdada se confirma.
Contexto: A Selic é decidida pelo Copom, do Banco Central autônomo, e variou muito no período: mínima de 10,50% em mai/2024, pico de 15% em jun/2025 e 13,75% hoje, o mesmo nível de jan/2023.
O dado correto: Selic herdada: 13,75% (jan/2023); hoje: 13,75%
Henrique Cador tocou 4 vezes
eu tive presidente do Banco Central 8 anos, não troquei
Durante os 8 anos dos dois primeiros mandatos de Lula como presidente, o presidente do Banco Central (Henrique Meirelles) não foi trocado.
Henrique Meirelles presidiu o Banco Central durante os oito anos dos dois primeiros mandatos de Lula (2003 a 2010), sem ser trocado.
Meirelles assumiu o Banco Central em janeiro de 2003 e ficou no cargo até o fim do segundo mandato de Lula, em dezembro de 2010. O sucessor, Alexandre Tombini, tomou posse em 1º de janeiro de 2011, já no governo Dilma Rousseff. Em 2010, a IstoÉ Dinheiro o descreveu como o presidente mais longevo da história do BC.
Contexto: Na época o Banco Central não tinha autonomia formal, criada só pela Lei Complementar 179/2021; manter o mesmo presidente por oito anos foi decisão do governo.
A dívida pública brasileira ela está muito a ver com a taxa de juro mesmo.
A dívida pública brasileira está muito ligada à taxa de juros.
Nos 12 meses até agosto de 2026, os juros nominais do setor público somaram R$ 1,18 trilhão (8,86% do PIB), contra déficit primário de 0,62% do PIB, segundo o Banco Central. Em 2026, a dívida bruta subiu 4,2 pontos do PIB, e os juros responderam por 6,5 pontos.
Segundo o Banco Central, os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 1.182,2 bilhões (8,86% do PIB) nos 12 meses até agosto de 2026, enquanto o déficit primário (resultado sem os juros) foi de R$ 82,1 bilhões (0,62% do PIB). Com os juros, o déficit nominal chegou a 9,48% do PIB. Em 2026, a dívida bruta subiu 4,2 pontos, para 82,9% do PIB: a incorporação de juros somou 6,5 pontos, compensada em parte pelo crescimento do PIB.
Por que este carimbo: A relação entre juros e dívida está comprovada pelos dados oficiais, e a fala não infla nem distorce o tamanho dela; por isso é "verdadeiro", não "verdadeiro, mas".
Contexto: A dívida também depende do resultado primário (receitas menos despesas sem juros) e do crescimento do PIB. A Selic é fixada pelo Copom, do Banco Central autônomo; foi de 2% (ago/2020) a 13,75% (ago/2022) no governo Bolsonaro e chegou a 15% em jun/2025 no governo Lula.
O dado correto: Juros nominais: 7,88% do PIB em 12 meses até out/2025; déficit primário: 0,30%
Eu já fui presidente outras vezes, eu tive presidente do Banco Central 8 anos, não troquei, Henrique Cador tocou 4 vezes,
Fernando Henrique Cardoso trocou 4 vezes o presidente do Banco Central.
Com Fernando Henrique, o Banco Central teve cinco presidentes: Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco, Francisco Lopes (interino por 19 dias em 1999) e Armínio Fraga. São quatro trocas em oito anos.
O registro oficial do Banco Central mostra Pérsio Arida (jan a jun/1995), Gustavo Loyola (jun/1995 a ago/1997), Gustavo Franco (ago/1997 a 1999) e Armínio Fraga (mar/1999 a dez/2002) na presidência no governo FHC. Entre Franco e Fraga, Francisco Lopes assumiu a presidência de forma interina em 1999 e ficou 19 dias, na crise cambial. Contando os cinco nomes, são quatro trocas. Lula manteve Henrique Meirelles nos oito anos de seus dois primeiros mandatos (2003 a 2010).
Por que este carimbo: Os registros mostram cinco presidentes em oito anos, ou seja, quatro trocas, exatamente o que Lula disse.
Contexto: Na lista oficial de presidentes do BC, Francisco Lopes aparece só como diretor, porque não chegou a ser efetivado no cargo; ainda assim, ele comandou o banco na crise de janeiro de 1999.
O dado correto: 5 presidentes do BC em 8 anos de FHC = 4 trocas
Não só nós perdoamos essa dívida, como nós aumentamos de 1 para 2 funcionários, e aumentamos também o mínimo o piso de, que hoje é 81 para 110 e depois para 100 e e 40 em 2028.
O governo Lula ampliou de 1 para 2 o número de empregados que o MEI pode contratar.
Lula sancionou em 21/10/2026 lei que permite ao MEI ter até 2 empregados (hoje só 1), mas a regra vale a partir de 2027, não já.
Pela lei atual (art. 18-C da LC 123/2006), o MEI pode ter só um empregado, pago com um salário mínimo ou o piso da categoria. A Câmara e o Senado aprovaram em 14 e 15/10/2026 o projeto do governo, e Lula o sancionou em 21/10/2026. Pela lei sancionada, o MEI poderá contratar até dois empregados, cada um recebendo exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria. A reportagem do DGABC situa a entrada da lei em vigor em 1º/01/2027.
Por que este carimbo: Não é "verdadeiro" simples porque a ampliação só vale a partir de 2027, e a fala no passado ("aumentamos") sugere que já está em vigor; não é "impreciso" porque a mudança existe e foi sancionada.
Contexto: Os dois empregados devem receber exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria, e a lei sancionada há três dias ainda não está em vigor (DGABC).
O dado correto: Lei sancionada em 21/10/2026: MEI poderá ter até 2 empregados (hoje 1), com vigência a partir de 2027
Isso nós já fizemos. Nós já fizemos, como nós fizemos antes de ontem, sabe, 1 perdão de quase 15 bilhões de 4 milhões e meio estava devendo 1 dívida ativa com o governo que as pessoas não iam pagar mais.
O governo Lula concedeu perdão de quase R$ 15 bilhões em dívidas ativas com a União para cerca de 4,5 milhões de pessoas.
O perdão existe e foi sancionado em 21/10, “antes de ontem”. O valor citado cabe nas estimativas (R$ 12,6 bi a R$ 18,7 bi), mas os beneficiários são de 3,6 a 4 milhões de MEIs, não 4,5 milhões.
Lula sancionou em 21/10/2026 a lei (PLP 186/2026) que perdoa dívidas federais de microempreendedores individuais (MEIs). As estimativas de valor variam: R$ 12,6 bilhões (Agência Lupa, 18/10), R$ 15 bilhões (Folhapress), R$ 15,5 bilhões (CNN Brasil) e mais de R$ 18,7 bilhões (Ministério do Empreendedorismo). O número de beneficiários vai de 3,6 milhões (ministério) a cerca de 4 milhões (Folhapress). Os “quase 15 bilhões” cabem nessa faixa, mas os 4,5 milhões ficam de 12% a 25% acima das estimativas.
Contexto: O perdão vale só para MEIs, não para devedores pessoas físicas em geral. Segundo a CNN Brasil, o projeto foi apresentado a 12 dias da eleição e aprovado pelo Congresso em dois dias.
vamos vender essa, comprar essa dívida com 90 92 100, até 95% de deságio.
O governo Lula promete comprar dívidas de devedores em leilão nos bancos, com deságio de até 95%.
Lula promete comprar dívidas de devedores em leilão, com deságio de até 95%. A MP 1.393/2026 (Desenrola 3.0), de 25/09, já autoriza a União a comprar carteiras de dívidas em atraso em leilões, com deságio mínimo de 90%; a quitação começa em fevereiro de 2027 e a MP ainda precisa ser votada.
Como está hoje: A MP 1.393/2026 (Desenrola 3.0), editada em 25/09/2026 e já em vigor, autoriza a União a comprar em leilão carteiras de dívidas não pagas; o deságio mínimo é de 90% e vai para o devedor. O governo estima até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis e até 15 milhões de pessoas. Antes, o Novo Desenrola (MP 1.355/2026, desde 04/05) já permitia renegociar dívidas de até R$ 15 mil por banco, para quem ganha até R$ 8.105.
Plano de governo: O plano de Lula no TSE não traz compra de dívidas em leilão; o mecanismo veio depois, por medida provisória.
Custo: Sem custo total divulgado. Com deságio mínimo de 90%, a União pagaria no máximo 10% do valor das dívidas que comprar. As regras de parcelamento para o devedor ainda dependem do Conselho Monetário Nacional.
Viabilidade: A MP vale desde a publicação, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei (Lula falou em "mandar para o Senado"). Os leilões dependem de bancos e outros credores aceitarem vender as carteiras com o desconto mínimo.
Histórico: Lula lançou o Desenrola em 2023, o Novo Desenrola em maio de 2026 e a terceira fase em setembro de 2026. Flávio Bolsonaro apresentou proposta parecida (programa "SOS Brasil") em 23/09/2026, dois dias antes da MP; Lula diz que Flávio copia a ideia.
nós vamos comprar a dívida das pessoas que estão devendo fazer 1 leilão nos bancos
ele está copiando 1 coisa que eu já mandei para o senado.
Lula afirmou que já enviou ao Senado uma proposta de compra de dívidas de pessoas endividadas, semelhante à que Flávio Bolsonaro apresentou.
O governo editou em 25/09 a medida provisória que permite à União comprar em leilão dívidas atrasadas, com desconto mínimo de 90%; ela passa pela Câmara e pelo Senado. Mas Flávio divulgou a proposta dele em 23/09, quando a Fazenda já estudava a ideia: não dá para dizer quem copiou quem.
Lula assinou em 25/09/2026 a medida provisória da terceira fase do Desenrola: a União poderá comprar em leilão carteiras de dívidas não pagas, com desconto mínimo de 90%, segundo a Agência Brasil. A MP vale de imediato e passa pela Câmara e pelo Senado. O cronograma prevê o chamamento dos credores em novembro e a entrega de propostas em dezembro. A proposta de Flávio, de usar o Tesouro para comprar dívidas de pessoas físicas nos bancos, foi divulgada em 23/09; em 17/09, o ministro Dario Durigan, da Fazenda, já falava em levar dívidas antigas a leilão.
Contexto: Os modelos diferem: a MP mira dívidas de até R$ 10 mil com 720 a 1.645 dias de atraso, compradas com deságio; Flávio propõe um fundo do Tesouro para comprar as dívidas e renegociá-las com juros abaixo dos de mercado.
todos fizeram o que nós fizemos nos 16 ano.
o Brasil só foi ter a 1º universidade 420 anos depois da descoberta.
O Brasil só teve sua primeira universidade 420 anos depois da descoberta do país.
1920 (420 anos após 1500) é o ano da Universidade do Rio de Janeiro, a primeira criada pelo governo federal; houve universidades anteriores, de 1909 e 1912.
A Universidade do Rio de Janeiro foi criada pelo decreto 14.343, de 7 de setembro de 1920, 420 anos depois de 1500. É tratada como a primeira universidade oficial do Brasil. Antes dela surgiram a Escola Universitária Livre de Manaus (1909, hoje UFAM) e a Universidade do Paraná (1912, hoje UFPR), que eram instituições privadas ou estaduais. Por isso a conta de Lula bate com a data oficial, mas não com a cronologia completa.
Por que este carimbo: O número confere com a primeira universidade oficial (1920), mas há instituições universitárias anteriores (1909 e 1912) que mudam a leitura de "primeira"; por isso não é "verdadeiro" puro nem "impreciso".
Contexto: A Colônia não teve universidade por vedação de Portugal, que obrigava a elite a estudar em Coimbra, enquanto a América espanhola teve universidades desde o século XVI. O ensino superior existia no Brasil em faculdades isoladas desde 1808.
O dado correto: Universidade do Rio de Janeiro, 1920 (a primeira federal); Manaus 1909 e Paraná 1912 vieram antes
Milhões de trabalhadores se acidentam.
Milhões de trabalhadores no Brasil sofrem acidentes de trabalho.
Pesquisa do IBGE estimou que 2,6 milhões de pessoas sofreram acidente de trabalho em 12 meses (2019); só os registros oficiais de 2025 somam 806 mil acidentes, recorde da série.
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, do IBGE, mostrou que 2,6 milhões de pessoas com mais de 18 anos relataram ter sofrido acidente de trabalho nos 12 meses anteriores, 2,6% de quem trabalhava. A pesquisa inclui informais e casos não comunicados. Os registros oficiais, feitos ao INSS e ao eSocial e que cobrem sobretudo quem tem carteira, somaram 806.011 acidentes e 3.644 mortes em 2025, segundo o Ministério do Trabalho. A fala não cita período, mas a pesquisa do IBGE passa de milhões em um só ano.
Contexto: O número de registros também cresce porque o emprego formal aumentou; a taxa de acidentes por trabalhador registrado caiu entre 2016 e 2025.
Ele trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília.
Flávio Bolsonaro trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília.
Entre 2000 e 2002, aos 19 anos, Flávio teve cargo comissionado na liderança do PPB, partido do pai, na Câmara. O registro mostra o inverso de "ficava em Brasília": o cargo era em Brasília, mas ele estudava e estagiava no Rio.
Reportagem da BBC News Brasil, reproduzida pelo Terra, mostra que Flávio Bolsonaro assumiu em dezembro de 2000, aos 19 anos, um cargo de assistente técnico na liderança do PPB na Câmara dos Deputados, partido pelo qual o pai, Jair Bolsonaro, tinha sido eleito. Pelas normas da Câmara, a função só podia ser exercida em Brasília, com 40 horas semanais. No mesmo período, ele cursava Direito na Universidade Candido Mendes, no Rio, e fazia estágio na Defensoria Pública.
Contexto: O cargo não era no gabinete do pai, mas na liderança do partido. A reportagem não encontrou explicação de como ele cumpriria as exigências de presença nas três atividades, e a assessoria de Flávio não respondeu.
O 1º emprego que ele teve foi 1 emprego falso pelo pai dele
O primeiro emprego de Flávio Bolsonaro foi um emprego falso arranjado por Jair Bolsonaro.
Aos 19 anos, entre 2000 e 2002, Flávio ocupou um cargo de 40 horas semanais na liderança do PPB, partido do pai, na Câmara, em Brasília, enquanto estudava e estagiava no Rio, segundo a BBC News Brasil. Não há conclusão oficial de que fosse um cargo fantasma.
Aos 19 anos, Flávio foi nomeado assistente técnico de gabinete na liderança do PPB, partido pelo qual Jair Bolsonaro tinha sido eleito deputado, no lugar da então mulher do pai. O cargo exigia presença em Brasília e 40 horas semanais, mas ele cursava Direito e estagiava no Rio. A BBC News Brasil não encontrou explicação para como ele cumpriria as três atividades, e a assessoria de Flávio não respondeu. Ele deixou o cargo em junho de 2002. "Emprego falso" é a conclusão de Lula; não há registro de apuração oficial que tenha concluído isso.
Por que este carimbo: Não há dado público que comprove nem desminta a acusação; "falso" exigiria prova de que o fato não ocorreu.
Contexto: A contratação de parentes em cargos públicos só foi proibida pelo STF em 2008; à época da nomeação, não havia essa proibição.
O dado correto: Não há registro de emprego fictício dado pelo pai; Flávio foi eleito deputado estadual no RJ aos 21 anos (2002).
ele nunca trabalhou na vida, não usava 1 carteira profissional
Flávio Bolsonaro nunca trabalhou na vida e nunca teve carteira profissional.
Flávio teve cargo público desde os 19 anos, como assistente na liderança do PPB na Câmara (2000–2002), e depois mandatos na Alerj e no Senado. "Nunca trabalhou na vida" é exagero, embora quase toda a carreira dele seja na política.
Em 2000, aos 19 anos, Flávio foi nomeado assistente técnico de gabinete na liderança do PPB na Câmara, cargo com jornada de 40 horas semanais, segundo reportagem da BBC News Brasil reproduzida pela Gazeta do Povo. Deixou o posto em junho de 2002 para disputar a eleição, quando foi eleito deputado estadual no Rio, e desde então exerce mandatos (Alerj e Senado). A crítica de Lula se apoia na falta de carreira fora da política, mas cargo público e mandato são trabalho remunerado. Cargo comissionado e mandato eletivo não geram registro em carteira de trabalho.
Por que este carimbo: É uma alfinetada absoluta ("nunca") com direção de crítica fundada, já que a carreira é quase toda política. Por isso não é "falso". Não é "verdadeiro" porque mandato é trabalho e há registro de atividade como advogado e empresário.
Contexto: A BBC questionou como Flávio cumpria a jornada em Brasília enquanto estudava e estagiava no Rio; a assessoria dele não respondeu. Esse ponto é tratado na #185.
O dado correto: Eleito deputado estadual em 2002, aos 21 anos; também consta atividade como advogado e empresário
Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos fui eu. Trabalhando da noite quando não podia trabalhar.
Lula perdeu o dedo aos 17 anos e trabalhava à noite quando ainda não podia trabalhar por ser menor de idade.
Lula perdeu o dedo mínimo em 1964, num acidente com uma prensa na Metalúrgica Independência, de madrugada; a idade varia entre as fontes: 17, 18 ou 19 anos.
O acidente é documentado: em 1964, Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda numa prensa da Metalúrgica Independência, em São Paulo, no turno da madrugada. A idade diverge. Nota do Instituto Lula diz 18 anos; o próprio Lula já disse que tinha 19; o Poder360 registra 17. Nascido em outubro de 1945, ele teria 18 ou 19 anos em 1964. A partir dos 18 anos o trabalho noturno é permitido; abaixo disso, não. Com fontes divergentes, a idade dita no debate não fica comprovada nem desmentida.
Contexto: A fala responde ao apelido "nove dedos", usado por Flávio no debate, pelo qual ele pediu desculpas em seguida.
Porque vocês, fazem parte da classe média alta, e que mora no, sabe, em algum lugar, e ainda tem relação com gente que não presta, para vocês pobre não vale nada.
Você acabou de falar do Bolsa Família, por que que você chamou o Bolsa Família de Bolsa Farelo?
Flávio Bolsonaro chamou o Bolsa Família de "Bolsa Farelo".
Flávio usou a expressão "bolsa farelo" em publicações antigas no X (antigo Twitter), que depois foram apagadas.
Segundo a Agência Lupa, que checou a pergunta de Lula no debate, a expressão "bolsa farelo" foi usada por Flávio Bolsonaro em publicações no X, então Twitter, e essas publicações foram apagadas depois. A pergunta de Lula parte, portanto, de um fato registrado.
Contexto: As publicações são antigas e já não estão no ar. No debate, Flávio disse que vai garantir o Bolsa Família e o reajuste do benefício.
Agora que ele é candidato, e sabe que as mulheres estão mais ativa, estão mais na vida política, estão brigando mais, ele vem aqui dizer, ah eu agora vou votar, eu agora vou votar.
Flávio Bolsonaro disse que agora votaria a favor do aumento da licença-maternidade, depois de não ter votado quando teve a chance.
No próprio debate, depois da pergunta de Lula, Flávio disse que errou ao votar contra a ampliação da licença-maternidade em 2009 e que hoje votaria “completamente diferente”.
Na resposta a Lula, no segundo bloco do debate da TV Globo, Flávio afirmou que votou contra acreditando que a medida dificultaria o emprego de mulheres, que estava errado e que hoje votaria de forma diferente. Em 2009, como deputado estadual na Alerj, ele foi o único a votar contra a proposta que ampliou de quatro para seis meses a licença-maternidade das servidoras do estado. A leitura de Lula sobre o motivo da mudança de posição é opinião e não é checada.
Por que este carimbo: A declaração de Flávio existiu como Lula descreveu; o "não votou" é só uma imprecisão de palavra, porque na verdade ele votou contra, e isso não muda a conclusão.
Contexto: Flávio ligou a mudança de posição a uma experiência pessoal: disse que, depois de casar e ter duas filhas, passou a valorizar a presença da mãe perto do filho.
O dado correto: Em 2009 votou contra; no debate de 23/10/2026 disse que hoje votaria diferente
Quando ele teve a chance de votar, ele não votou.
Flávio Bolsonaro não votou no aumento da licença-maternidade quando teve a chance de votar.
Flávio não apoiou a ampliação: em 2009 foi o único deputado da Alerj a votar contra os 6 meses de licença. Não foi ausência: ele votou, mas contra.
Em 2009, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou por 54 votos a 1 a ampliação da licença-maternidade das servidoras de 4 para 6 meses. O único voto contrário foi o de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, que alegou temor de menos vagas de emprego para mulheres. Dizer que ele "não votou" está certo no sentido de que não votou a favor, mas a frase pode sugerir ausência ou abstenção, e o registro mostra voto contrário.
Por que este carimbo: O fato central está certo, mas "não votou" esconde que ele votou contra, e nesse debate Flávio disse que hoje votaria diferente; por isso não é "verdadeiro" simples.
Contexto: Na fala imediatamente anterior, Flávio disse que hoje votaria de forma diferente; o voto contrário foi em 2009, quando era deputado estadual.
O dado correto: Em 2009, Flávio foi o único voto contra (54 a 1) na Alerj
Ele foi o único deputado estadual do Rio de Janeiro a votar contra o aumento do da licença maternidade.
Flávio Bolsonaro foi o único deputado estadual do Rio de Janeiro a votar contra o aumento da licença-maternidade.
Em 2009, Flávio foi o único deputado da Alerj a votar contra a ampliação da licença-maternidade de 4 para 6 meses, segundo Lupa, Aos Fatos e Estadão.
A Lupa, o Aos Fatos e o Estadão checaram essa mesma fala de Lula no debate da Band (18/10/2026) e a deram como verdadeira. Em 2009, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual na Alerj, foi o único voto contra a ampliação da licença de 4 para 6 meses. A fala de Lula, "único deputado estadual do Rio de Janeiro", corresponde ao registro.
Por que este carimbo: Três checadores confirmam o fato nos termos ditos, e nenhum contexto muda a conclusão do eleitor.
Contexto: O voto foi em 2009, quando Flávio era deputado estadual na Alerj.
O dado correto: Único voto contra na Alerj, em 2009, na ampliação da licença de 4 para 6 meses.
Ao mesmo tempo nós fizemos 40 novos institutos federais e novas universidades.
O governo Lula criou 40 novos institutos federais e novas universidades.
A lei de 2008, no governo Lula, criou 38 institutos federais, perto dos 40 citados, e o governo também criou universidades federais. Mas os institutos nasceram da reunião de escolas técnicas que já existiam.
A Lei 11.892, de 29/12/2008, criou os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Segundo o Aos Fatos, as 141 escolas técnicas federais existentes em 2003 foram extintas com a criação de 38 institutos, e hoje são 39 institutos com 755 campi. O número de 38 fica dentro da margem de arredondamento em relação aos 40 ditos. O MEC registra a criação de 14 universidades federais entre 2003 e 2010.
Por que este carimbo: O número bate com arredondamento honesto, mas "novos" omite que os IFs vieram de escolas técnicas já existentes, o que muda um pouco a leitura; por isso não é "verdadeiro" puro.
Contexto: Os 38 institutos de 2008 vieram da transformação de Cefets, escolas técnicas e agrotécnicas que já existiam; a expansão posterior se deu sobretudo com novos campi.
O dado correto: 38 IFs criados em 2008 (hoje 39); universidades novas, sem total oficial conferido
Nós levamos em duta automobilística para Pernambuco.
O governo Lula levou uma fábrica de automóveis para Pernambuco.
A fábrica da Fiat (hoje Stellantis) em Goiana (PE) foi viabilizada em 2010, no fim do segundo mandato de Lula, e inaugurada em abril de 2015, no governo Dilma.
Segundo a Autodata, Lula tornou viável a instalação da montadora em Pernambuco em 2010, a dias do fim do segundo mandato, com uma medida provisória que permitiu à Fiat comprar a fabricante de chicotes TCA e entrar no Regime do Nordeste, de incentivos fiscais para montadoras na região. Antes de deixar o cargo, ele participou do lançamento da pedra fundamental, no porto de Suape. A fábrica foi inaugurada em Goiana em 28/04/2015, no governo Dilma, como Polo Automotivo Jeep, e hoje pertence à Stellantis. A fala não diz em qual mandato a fábrica foi levada.
Contexto: O projeto foi concluído no governo Dilma, também do PT.
Não fizeram nada porque nunca as pessoas do SUS do Sudeste se preocupa com o nordeste.
O governo Jair Bolsonaro não fez nada pelo Nordeste.
O governo Bolsonaro entregou obras no Nordeste: inaugurou trechos da transposição do Rio São Francisco, como o Eixo Norte, que levou água ao Ceará em 2020.
Lula pediu "um exemplo de uma obra" e disse que o governo anterior "não fez nada" no Nordeste. Segundo a Agência Lupa, o governo de Jair Bolsonaro inaugurou trechos específicos da transposição do São Francisco, incluindo o Eixo Norte, em junho de 2020, e outras etapas em 2022. A obra começou em governos anteriores, do PT, e ainda segue em andamento, mas houve obra federal entregue na região entre 2019 e 2022.
Contexto: A transposição foi assinada em 2004 e começou em 2007, no governo Lula; Bolsonaro inaugurou etapas de uma obra iniciada antes.
levamos o Instituto Tecnológico da Aeronáutica para o Ceará, como prêmio ao estado do Ceará, porque é o estado que mais aprova jovens para fazer curso no Ita.
O governo Lula levou o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para o Ceará como prêmio ao estado, por ser o estado que mais aprova jovens para fazer curso no ITA.
O Ceará lidera as aprovações no ITA, com cerca de 40% das vagas por ano, e esse desempenho foi citado na escolha de Fortaleza para o campus criado no governo Lula.
No vestibular 2025 do ITA, candidatos que fizeram a prova em Fortaleza ficaram com 73 das 180 vagas, à frente de São José dos Campos (SP), com 61; a imprensa cearense registra a marca histórica de cerca de 40% das vagas para cearenses. Na primeira fase do vestibular seguinte, Fortaleza teve 281 dos 792 aprovados. Em 2023, o anúncio do estudo para o campus já dizia que a sede ficaria em Fortaleza devido ao alto índice de aprovação da capital no processo seletivo.
Contexto: O campus foi criado em 2024, mas ainda não funciona em Fortaleza: os primeiros alunos do ITA Ceará fazem o curso fundamental em São Paulo desde 2025, e as atividades na capital cearense estão previstas para 2027. Os rankings contam a cidade onde o candidato fez a prova.
Nós, fizemos 14 novos hospitais
O governo Lula fez 14 novos hospitais.
Não há balanço público que some "14 novos hospitais" feitos pelo governo Lula; a fala não diz quais são, onde nem em que período.
Não há lista do Ministério da Saúde, da Ebserh ou do Planalto com 14 hospitais novos construídos ou entregues pelo governo federal desde 2023, no Nordeste ou no país. Há entregas pontuais, em geral em parceria com os estados, como o Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas (BA), inaugurado com a presença de Lula em 01/07/2026 e apresentado como o primeiro hospital entregue pelo Novo PAC. Sem saber o critério do número, não dá para conferir a conta.
Contexto: Hospitais costumam ser construídos e geridos por estados e municípios, com ou sem verba federal; o número pode incluir obras em parceria, ampliações ou reaberturas.
Levamos indulto automobilística que vocês tiraram da Bahia, nós levamos outra para Bahia.
O governo Lula levou uma nova fábrica de automóveis para a Bahia, no lugar da que o governo Jair Bolsonaro tirou do estado.
A BYD ocupa em Camaçari (BA) a área da Ford, que fechou a fábrica em 2021 por decisão própria. A "nova indústria" em Pernambuco não se confirma: a Stellantis opera em Goiana desde 2015.
A Ford anunciou em janeiro de 2021, no governo Bolsonaro, o fim da produção no Brasil, e a fábrica de Camaçari (BA) foi fechada. A decisão foi da empresa, que citou o mercado e os custos. A BYD anunciou em 2023, no governo Lula, que ocuparia o complexo de Camaçari. Isso sustenta a parte sobre a Bahia, mas "tiraram" atribui ao governo anterior uma decisão da montadora. Em Pernambuco, a fábrica da Stellantis (Fiat/Jeep) em Goiana existe desde 2015. Não encontramos registro de uma nova montadora trazida pelo governo Lula ao estado, só de investimentos na unidade existente.
Contexto: A Ford encerrou a produção no Brasil em 2021 alegando ociosidade e custos, e a BYD ocupou o complexo de Camaçari a partir de 2023. Atribuir a saída da Ford ao governo Bolsonaro simplifica uma decisão da empresa.
Levamos super computador para Natal, levamos super computador, quantos para Paraíba
Lula disse que seu governo levou um supercomputador para Natal e um computador quântico para a Paraíba.
Os dois projetos existem, mas não estavam entregues no dia do debate: a compra do supercomputador de IA para a região de Natal ainda estava em licitação, e os computadores quânticos da Paraíba, cofinanciados pela União, estavam em montagem.
Em agosto de 2026, o governo federal escolheu o parque tecnológico da UFRN em Macaíba, na região de Natal, para abrigar um supercomputador de inteligência artificial de cerca de R$ 1 bilhão; em outubro, a escolha do fornecedor foi adiada de 8 de outubro para 4 de novembro. Na Paraíba, o centro de computação quântica de João Pessoa recebe R$ 60 milhões federais e R$ 140 milhões estaduais; as peças chegariam em agosto, com montagem prevista até outubro, sem data oficial de funcionamento. "Levamos" antecipa entregas ainda em curso.
Contexto: O supercomputador de Natal faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com recursos do FNDCT; os computadores quânticos da Paraíba vêm de cooperação com a estatal chinesa CETC.
A quantidade de universidade, nós fizemos mais universidade, mais institutos federais,
Os governos Lula criaram mais universidades e mais institutos federais.
Os governos Lula criaram 14 universidades federais e centenas de novos campi e escolas federais, incluindo os institutos federais, criados em 2008.
Segundo o MEC, foram criadas 14 novas universidades federais desde 2003 e 126 novos campi universitários (de 148 em 2002 para 274 em 2010). A rede federal de educação profissional ganhou 214 novas escolas de 2005 a 2010, depois de 140 criadas entre 1909 e 2002. Os institutos federais nasceram em 2008, a partir das escolas técnicas existentes, e hoje somam 755 campi ligados a 39 institutos, segundo o Aos Fatos.
Por que este carimbo: A fala é genérica e comparativa, e os dados oficiais confirmam a expansão; não há erro nem contexto que mude a conclusão.
Contexto: Parte da expansão (campi e escolas técnicas) é de novas unidades de instituições já existentes, e a rede federal continuou crescendo depois de 2010, em governos seguintes.
O dado correto: 14 universidades federais novas e 126 novos campi (2003–2010); 214 novas escolas federais profissionais; institutos federais criados em 2008
são quase 1700 quilômetros de canal, e 15 mil quilômetros de adutora
A transposição do Rio São Francisco tem quase 1.700 quilômetros de canal e 15 mil quilômetros de adutora.
Os dois eixos da transposição somam 477 km de canais. O governo divulga cerca de 1.400 km de canais e 15 mil km de adutoras, sem detalhar a conta; nenhuma fonte registra 1.700 km de canais.
Segundo o Ministério da Integração, o Projeto de Integração do São Francisco tem 477 km em dois eixos: Norte, com 260 km, e Leste, com 217 km. Em 2026, o próprio Lula e textos sobre a obra passaram a citar cerca de 1.400 km de canais e mais de 15 mil km de adutoras, sem que um documento oficial público detalhe essa conta. Nenhuma das fontes registra 1.700 km de canais.
Contexto: Adutora é a tubulação que leva a água até as cidades e comunidades.
levamos a transposição do Rio São Francisco, que é hoje a maior obra hídrica em funcionamento no mundo
A transposição do Rio São Francisco é hoje a maior obra hídrica em funcionamento no mundo.
Não é a maior do mundo: o projeto Sul-Norte da China, em operação desde 2014, já transferiu mais de 90 bilhões de m³ e atende 195 milhões de pessoas. A transposição tem 477 km nos eixos principais e atende mais de 12 milhões.
A Brasil 61, com dados do Ministério da Integração, informa que a transposição tem 477 km em dois eixos, leva água a mais de 12 milhões de pessoas e é a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil. O projeto Sul-Norte da China, com a primeira fase em operação plena desde 2014, tem só na rota central 1.232 km e já transferiu mais de 90 bilhões de m³, para 48 grandes cidades e 195 milhões de pessoas. Texto da agência oficial Xinhua, publicado pelo governo de Hunan, chama o projeto chinês de maior iniciativa de transferência de água do mundo.
Contexto: A transposição é uma obra de grande porte para o semiárido e se conecta a adutoras, canais e sistemas estaduais que ampliam o alcance da água. Ainda assim, fica abaixo do sistema chinês em extensão, volume de água e população atendida.
Eu quando assumi a presidência da república, nordeste era a região que tinha mais pobre, mais enutrido, mais analfabeto, mais evasor escolar, menos universidade, menos doutor, menos mestre.
Quando Lula assumiu a Presidência da República, o Nordeste era a região do país com mais pobreza, desnutrição, analfabetismo e evasão escolar, e com menos universidades, doutores e mestres.
Em 2003, o analfabetismo no Nordeste (23,2%) era o dobro do país e a região tinha a menor oferta de ensino superior por habitante. Mas o Norte tinha menos instituições (83, contra 256 no Nordeste em 2002) e menos professores universitários com mestrado e doutorado, também em proporção à população (INEP).
A parte social tem base: em 2003, 23,2% dos nordestinos com 15 anos ou mais eram analfabetos, contra 11,6% no país, e 55,4% estavam abaixo da linha de pobreza, contra 31,8% no Brasil (Ipece, com dados da Pnad). No ensino superior, a Sinopse do INEP de 2002 mostra o Nordeste com a menor oferta de instituições e matrículas por habitante, mas com mais instituições que o Norte (83) e o Centro-Oeste (198). O Norte tinha menos professores universitários mestres (3.312, contra 13.367 no Nordeste) e doutores (1.139, contra 6.236).
Por que este carimbo: Parte da fala está certa (pobreza, analfabetismo) e parte está errada (menos universidades e pós-graduados), então é "impreciso" e não "verdadeiro" nem "falso".
Contexto: Segundo a mesma Sinopse do INEP, o Nordeste tinha 542 mil matrículas presenciais e 38 mil docentes no ensino superior em 2002; o Norte, 190 mil e 9,8 mil. Os números de mestres e doutores se referem a professores do ensino superior, não a toda a população com pós-graduação. As fontes não trazem dados regionais de desnutrição e evasão escolar de 2003.
O dado correto: Nordeste liderava pobreza e analfabetismo em 2003, mas não era a região com menos universidades e pós-graduados
Fomos nós que entramos e que fazemos o fundo funcionar.
O governo Lula retomou e fez funcionar o Fundo da Amazônia.
O Fundo Amazônia ficou parado de 2019 a 2022 e voltou a funcionar em 2023, no governo Lula, que recriou seus comitês por decreto em 1º/1/2023. A reativação também atendeu a uma decisão do STF de 2022.
Em 2019, o governo Bolsonaro extinguiu os comitês Técnico e Orientador do fundo, que deixou de aprovar novos projetos. Em 2022, o STF (ADO 59) mandou a União reativá-lo. No primeiro dia do governo Lula, o Decreto 11.368/2023 restabeleceu a governança do fundo. Segundo o BNDES, 2023 teve a reconstrução da governança, novas doações de R$ 726 milhões e doadores além de Noruega e Alemanha, como Reino Unido, Estados Unidos e Suíça.
Por que este carimbo: O núcleo está certo (paralisado desde 2019, reativado em 2023). Mas "anularam" simplifica, e a reativação teve o STF como pressão, o que muda um pouco a leitura; por isso não é "verdadeiro" pleno.
Contexto: O fundo foi criado em 2008, no segundo mandato de Lula, e é gerido pelo BNDES com doações sobretudo estrangeiras.
O dado correto: Fundo paralisado desde 2019; reativado em 2023 com R$ 726 mi em novas doações
Ele não sabe o que o fundo da Amazônia está significando para o Brasil, Aliás, eles anularam o fundo da Amazonas.
O governo Jair Bolsonaro anulou o Fundo da Amazônia.
O governo Bolsonaro não extinguiu o Fundo Amazônia, mas o deixou paralisado de 2019 a 2022 ao extinguir seus comitês; o STF considerou essa omissão inconstitucional.
Em 2019, o governo Bolsonaro extinguiu o Comitê Técnico e o Comitê Orientador do Fundo Amazônia. Sem eles, o fundo não podia aprovar novos projetos e ficou com mais de R$ 3 bilhões parados, segundo o voto da relatora no STF, Rosa Weber. Em 2022, o STF (ADO 59) julgou a omissão da União inconstitucional e mandou reativar o fundo. Os comitês só foram recriados por decreto em 1º/1/2023. “Anular” descreve o efeito prático: o fundo continuou existindo, mas parado.
Contexto: No julgamento, o ministro Nunes Marques divergiu e afirmou que o governo não eliminou o fundo, apenas mudou seu modelo de gestão.
Pode trazer muito mais dinheiro com a floresta em pé, do que com a floresta caída. Pode trazer muito mais dinheiro do que plantar capim ou criar gado.
A economia verde pode gerar muito mais renda com a floresta em pé do que com a floresta derrubada para pasto ou criação de gado.
O Banco Mundial estima que a Amazônia em pé vale ao menos US$ 317 bilhões por ano, cerca de sete vezes o lucro da exploração da região, como a agropecuária. Mas boa parte desse valor não vira renda direta.
Relatório do Banco Mundial de maio de 2023 estimou que manter a Floresta Amazônica em pé vale ao menos US$ 317 bilhões por ano (cerca de R$ 1,5 trilhão), aproximadamente sete vezes o lucro das atividades de exploração econômica da região, como agropecuária, madeira e mineração. A fala de que a floresta em pé "pode" render muito mais que o pasto tem respaldo nessa estimativa. O valor, porém, soma serviços como regulação do clima e das chuvas, que em geral não viram dinheiro para quem tem a terra.
Contexto: Transformar esse valor em renda depende de mecanismos como pagamento por serviços ambientais, mercado de carbono e bioeconomia, que ainda têm alcance limitado.
Na Amazônia totalmente desprotegido.
Durante o governo Jair Bolsonaro, a Amazônia ficou totalmente desprotegida.
A direção tem base: o desmatamento subiu e a fiscalização enfraqueceu sob Bolsonaro. Mas "totalmente desprotegida" é exagero: havia órgãos, operações e Forças Armadas na região.
Segundo o INPE (Prodes), o desmatamento na Amazônia foi de 10.129 km² em 2019 e chegou a 13.038 km² em 2021 e 11.594 km² em 2022. O governo Bolsonaro teve cortes e enfraquecimento da fiscalização ambiental, e o ministro Ricardo Salles falou em "passar a boiada". Ainda assim, Ibama, ICMBio e operações de GLO (garantia da lei e da ordem) com as Forças Armadas seguiram atuando na região, então "totalmente desprotegida" é uma expressão absoluta, usada como crítica.
Por que este carimbo: A direção da crítica tem base, mas "totalmente desprotegida" infla o tamanho; não chega a ser falso porque houve enfraquecimento real.
Contexto: O desmatamento oficial caiu cerca de 50% de 2022 a 2025 (de 11.594 km² para 5.796 km², estimativa), mas queda não prova causa única e parte do ciclo vem de fatores anteriores.
O dado correto: Desmatamento: 10.129 km² (2019) a 11.594 km² (2022), com pico de 13.038 km² em 2021 (INPE/Prodes)
Vocês estão lembrado que eles tinham 1 secretário, 1 ministro de meio ambiente, que dizia que era preciso abrir a porteira, passar por cima de tudo, e não os indígenas, não atender os quilombolas
O ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro dizia que era preciso abrir a porteira e passar por cima de tudo, sem atender indígenas e quilombolas.
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, defendeu na reunião ministerial de 22/04/2020 "ir passando a boiada" para mudar regras ambientais. Na fala dele que foi divulgada, não aparecem indígenas nem quilombolas.
No vídeo da reunião ministerial de abril de 2020, liberado pelo STF em maio daquele ano, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, propôs aproveitar o momento de menor atenção da imprensa, durante a pandemia, para "ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas". A ideia de "abrir a porteira e passar por cima de tudo" corresponde a essa fala. A parte sobre indígenas e quilombolas não aparece no que Salles disse na reunião; é a leitura de Lula sobre os efeitos daquela política.
Contexto: Salles falava em mudar normas infralegais, como portarias e instruções, sem passar pelo Congresso.
Eu quando fiz a minha 1º campanha da minha vida, em 89, eu descobri que eu não conhecia o Brasil, eu fiz 91 mil quilômetro, de ônibus, de barco, de trem, para conhecer o Brasil.
Lula percorreu 91 mil quilômetros de ônibus, barco e trem na campanha presidencial de 1989.
Não há registro de 91 mil km na campanha de 1989; a viagem desse tipo registrada pelo CPDOC/FGV, de cerca de 81 mil km de ônibus ou barco, é a das Caravanas da Cidadania, a partir de 1993. E 1989 não foi a primeira campanha de Lula: ele disputou o governo de SP em 1982.
O verbete sobre Lula do CPDOC, centro de pesquisa da FGV, descreve a campanha de 1989 sem citar distância percorrida. A viagem de ônibus e barco que ele registra é a das Caravanas da Cidadania, iniciadas em abril de 1993: 14 caravanas por 26 estados e 350 cidades, num roteiro de cerca de 81 mil km. O verbete também mostra que 1989 não foi a primeira campanha de Lula: ele disputou o governo de São Paulo em 1982 e se elegeu deputado federal em 1986. Para 1989, os 91 mil km ficam sem registro.
Contexto: Em 1989, Lula disputou a Presidência pela primeira vez, numa campanha de grande mobilização, segundo o CPDOC/FGV. A expressão "1ª campanha" pode ser lida como primeira campanha presidencial, mas o número de 91 mil km continua sem registro para aquele ano.
nesses últimos 24 anos. Você vai perceber que foi mais investimento excelente 1 mais investimento em saúde, mais investimento em portos, mais investimento no aeroporto, mais investimento de estradas,
quando o pai dele apareceu na televisão rindo, e imitando 1 pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio.
Jair Bolsonaro apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa morrendo asfixiada porque não tinha oxigênio.
Bolsonaro imitou uma pessoa com falta de ar em duas lives nas redes em 2021, ao criticar o ex-ministro Mandetta. Mas não foi na TV, as reportagens não registram riso, e a imitação não tratava da falta de oxigênio em Manaus.
Em transmissões ao vivo nas redes sociais, em 18 de março e 6 de maio de 2021, Jair Bolsonaro imitou uma pessoa sufocando, com sons de falta de ar, ao criticar a orientação do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de só procurar o hospital com falta de ar. Na live de 14 de janeiro de 2021, ao falar da situação de Manaus, ele disse que havia gente morrendo “como se estivesse morrendo afogado”, sem imitação descrita na reportagem. O episódio central existe; TV, riso e a ligação com Manaus não aparecem nos registros.
Contexto: Em agosto de 2022, no Jornal Nacional, Bolsonaro negou ter imitado pessoa sem ar; os vídeos das duas lives mostram a imitação.
sua economista diz que vai, você diz que nega
A economista de Flávio Bolsonaro afirmou que haverá tesouraço (cortes amplos de gastos públicos), mas Flávio Bolsonaro nega.
Não foi localizada declaração da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, sobre cortar o reajuste do mínimo ou de aposentadorias. Em abril, a Folha relatou que a equipe discutia separar o reajuste dos benefícios do salário mínimo; Flávio chamou de “fake news”.
O “Tesouraço” é proposta do próprio Flávio, que diz mirar burocracia e corrupção. Em abril de 2026, a Folha de S.Paulo, com base em aliados e integrantes da equipe, relatou estudos para separar os reajustes reais dos benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo; Flávio respondeu que era “fake news”. Em agosto, ele disse que não fará economia “com quem ganha salário mínimo, com aposentados”. Daniella Marques afirmou que uma das primeiras medidas seria uma emenda de corte de gastos, sem detalhar quais.
Contexto: Há sinais de divergência entre relatos da equipe e as falas públicas de Flávio, mas não a declaração atribuída à economista da campanha.
e se vai aumentar 26 milhões de aposentados que com o salário mínimo.
Há 26 milhões de aposentados no Brasil que recebem salário mínimo.
O INSS paga cerca de 21,9 milhões de benefícios previdenciários de até um salário mínimo, sem contar o BPC; o Dieese calcula 29,3 milhões de beneficiários do INSS com renda ligada ao mínimo. Só os aposentados no piso são menos de 26 milhões.
Segundo o INSS, o reajuste do piso em 2026 atingiu cerca de 21,9 milhões de benefícios da Previdência de até um salário mínimo, conta que reúne aposentadorias, pensões e auxílios, mas não inclui o BPC, benefício assistencial a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O Dieese estima 29,3 milhões de beneficiários do INSS com renda ligada ao mínimo. O número citado fica entre as duas contas, mas se refere a “aposentados”, grupo menor que qualquer um desses totais.
Contexto: Como o piso dos benefícios acompanha o salário mínimo, o aumento real do mínimo alcança também pensionistas e beneficiários do BPC, não só aposentados.
você disse que quer 1 modelo igual. Ao do Milei.
Flávio Bolsonaro disse que quer um modelo econômico igual ao do presidente argentino Javier Milei.
Não foi localizado registro de Flávio dizendo que quer um modelo “igual” ao de Milei, mas a coordenadora econômica da campanha disse que o plano se inspira nas reformas de Milei. Flávio evitou se comprometer com o modelo.
Em setembro de 2026, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, afirmou que o plano de governo de Flávio se inspira nas reformas de Javier Milei e que uma das primeiras medidas seria uma emenda constitucional de corte de gastos. No debate da Band, em 18/10, Flávio evitou dizer se adotaria o modelo. No debate da Globo, logo depois desta fala, ele disse que Milei “arrumou” a economia e que terá “o mesmo trabalho” no Brasil. A frase atribuída a Flávio não foi localizada, mas a inspiração em Milei é declarada pela campanha.
Contexto: Flávio considera Milei um aliado e levou o presidente argentino a um comício em São Paulo.
na Argentina a pobreza chegou a 40%
A pobreza na Argentina chegou a 40%.
A pobreza na Argentina passou de 40%: estava em 41,7% no fim de 2023, antes de Milei, e chegou a 52,9% no 1º semestre de 2024, já com ele. Depois caiu, e hoje está em 32,3% (1º semestre de 2026), segundo o Indec.
Pelos dados do Indec, o instituto oficial de estatística argentino, a pobreza atingia 41,7% da população no 2º semestre de 2023, no fim do governo de Alberto Fernández. Com Milei, subiu a 52,9% no 1º semestre de 2024, caiu para 38,1% no 2º semestre de 2024, 31,6% no 1º de 2025 e 28,2% no 2º de 2025, e voltou a subir para 32,3% no 1º semestre de 2026. “Chegou a 40%” é verdade, mas a taxa atual está abaixo disso, e o patamar de 40% já tinha sido alcançado antes de Milei.
Por que este carimbo: O número está certo, e até subestimado, mas sem dizer que a taxa já caiu a 32,3% a frase passa a ideia de que a pobreza segue acima de 40%; por isso não é "verdadeiro" simples.
Contexto: Lula falou como se a pobreza estivesse em 40% sob Milei; o pico de 52,9% veio no início do governo dele, mas a taxa caiu depois. A Lupa classificou a fala como “falta contexto”, e o Aos Fatos também apontou que o patamar já havia sido alcançado na gestão anterior.
O dado correto: Pobreza argentina: 41,7% (dez/2023), pico de 52,9% (1º sem/2024), 32,3% (1º sem/2026)
na Argentina a pobreza chegou a 40%, o povo está comendo carne de burro
Lula afirmou que, na Argentina de Milei, a pobreza chegou a 40% e o povo está comendo carne de burro.
A pobreza na Argentina passou de 40%: chegou a 52,9% no 1º semestre de 2024 (Indec) e hoje está em 32,3%. Mas “o povo está comendo carne de burro” generaliza um caso isolado: um açougue na Patagônia vendeu 500 kg em abril de 2026.
Pelo Indec, a pobreza era de 41,7% no fim de 2023, chegou a 52,9% no 1º semestre de 2024, já com Milei, caiu a 28,2% no 2º semestre de 2025 e subiu a 32,3% no 1º semestre de 2026, como registrou a Lupa. Sobre a carne de burro, o caso conhecido é de um açougue de Trelew, na Patagônia, que vendeu 500 kg em dois dias, com licença provisória da província; o governo argentino chamou o episódio de “isolado e marginal”. A fala transforma esse caso em hábito da população.
Contexto: A venda coincidiu com forte alta da carne bovina na Argentina; o produtor apresentou a carne de burro como alternativa para a criação na Patagônia e rejeitou a ligação direta com a crise.
o Rio Grande do Sul é a região, o sul do país, é a região que proporcionalmente tem mais aposentado no Brasil. Não é a maioria por causa de Minas Gerais ou de São Paulo, mas proporcionalmente é.
A Região Sul é, proporcionalmente à sua população, a região do Brasil com a maior proporção de aposentados.
Confere: a Região Sul tem a maior proporção de pessoas com aposentadoria ou pensão (17,0% em 2025, segundo o IBGE), e o Sudeste tem mais aposentados em número absoluto.
Segundo a PNAD Contínua 2025 do IBGE, 17,0% dos residentes da Região Sul recebiam aposentadoria ou pensão. No Sudeste eram 14,6%, no Centro-Oeste 10,7% e no Norte 8,7%. Um estudo da Fipe com dados da PNAD Contínua de 2021 também colocou o Sul no topo, com 15,7% da população, a maior participação do país. Como o Sudeste (SP, MG) tem muito mais habitantes, concentra mais aposentados em número absoluto, como Lula disse.
Por que este carimbo: O dado oficial confirma a fala e o contexto sobre o número absoluto, sem ressalva que mude a conclusão.
Contexto: O Sul tem a população mais envelhecida do país, o que explica a maior proporção de beneficiários; em número absoluto, o Sudeste tem mais.
O dado correto: Sul: 17,0% da população com aposentadoria ou pensão (2025), a maior entre as regiões; Sudeste: 14,6%
Eu tinha acabado com a fome nesse em 2012.
Lula acabou com a fome no Brasil em 2012.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO no relatório de 2014, quando a subalimentação ficou abaixo de 5% da população, mas a fome não acabou: o próprio relatório estimava 3,4 milhões de subalimentados em 2013.
Pelo critério da FAO usado até 2016, um país saía do Mapa da Fome quando menos de 5% da população estava subalimentada. O Brasil atingiu essa marca no relatório de 2014, que mostrou queda de 19 milhões de subalimentados em 2002 para 3,4 milhões em 2013. A direção da fala está certa, a fome caiu muito, mas “acabar com a fome” exagera, e a data não bate. Em 2013, 7,8% dos lares ainda tinham insegurança alimentar moderada ou grave, segundo o IBGE.
Por que este carimbo: A direção tem base (o Brasil saiu do Mapa da Fome sob Lula), mas o ano está errado e "acabar com a fome" infla o fato; não chega a falso porque a saída do mapa existiu.
Contexto: Lula deixou a Presidência em 2010; em 2012 e 2014 o governo era de Dilma Rousseff, embora a queda reflita políticas iniciadas nos mandatos dele. O Brasil voltou ao Mapa da Fome no relatório de 2022 e saiu de novo no de 2025.
O dado correto: Saída do Mapa da Fome em 2014 (e de novo em 2025); a fome não foi erradicada.
Eu votei em 2023 com 33 mil pessoas passando fome.
Em 2023, quando Lula voltou à Presidência, 33 milhões de pessoas passavam fome no Brasil.
O número bate com a pesquisa da Rede Penssan (33,1 milhões em 2022), mas é de outra metodologia e anterior a 2023; o IBGE não mede a fome assim.
O II VIGISAN (Rede Penssan, jun/2022) estimou 33,1 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave, o que a pesquisa chama de fome. A Lupa deu como verdadeira a mesma fala de Lula na Globo em 15/10. O dado é de 2021–2022, não de 2023. A PNAD do IBGE usa outra metodologia: 3,1 milhões de domicílios em insegurança grave em 2023 e 2,5 milhões em 2024.
Por que este carimbo: O número está correto, mas a pesquisa é de 2022 e de outra metodologia que a do IBGE, o que muda a leitura; por isso não é "verdadeiro" simples.
Contexto: Os 33,1 milhões vêm da Rede Penssan (jun/2022), não do IBGE, e não são comparáveis com a PNAD. Pela PNAD, a insegurança grave caiu de 3,1 milhões de domicílios (2023) para 2,5 milhões (2024), e o Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO em 2025.
O dado correto: 33,1 milhões em insegurança alimentar grave (Rede Penssan, 2022)
Ele precisa saber que o juro que esses bancos paga da agricultura não é a taxa Selic. É subsidiado.
O juro cobrado pelos bancos no financiamento à agricultura não é a taxa Selic, e sim um juro subsidiado.
No Plano Safra 2026/27, os juros vão de 8% a 12,5% ao ano na agricultura empresarial, 9% no Pronamp e de 1% a 7,5% no custeio do Pronaf, abaixo da Selic de 13,75%. Mas boa parte do crédito rural é feita com recursos livres, a juros de mercado.
As linhas do Plano Safra têm juros controlados pelo governo, e parte do custo é coberta pelo Tesouro (a chamada equalização). Por isso, quem usa essas linhas não paga a Selic, como disse Lula. A fala, porém, generaliza: entre julho de 2025 e março de 2026, os bancos concederam R$ 106,5 bilhões em crédito rural empresarial com fontes controladas e R$ 97,3 bilhões com fontes não controladas, cujas taxas seguem o mercado. Também cresce o uso de Cédulas de Produto Rural (CPR), negociadas sem taxa controlada.
Por que este carimbo: Não é "verdadeiro" porque parte do crédito agrícola é a juros livres, ligados à Selic; não é "impreciso" porque o núcleo (crédito do Plano Safra subsidiado) está correto.
Contexto: O subsídio tem custo para o Tesouro e vale só para as linhas controladas, dentro do volume de recursos equalizáveis definido a cada safra.
O dado correto: Selic de 13,75%; Plano Safra tem juros controlados abaixo dela, mas há crédito rural a taxas de mercado.
Não tem 1 segmento da agricultura brasileira, que não tem obtido muito mais recursos, muito mais financiamento não apenas do governo, mas do BNDES, do Banco do Brasil,
Nenhum segmento da agricultura brasileira deixou de obter muito mais recursos e financiamento do governo, do BNDES e do Banco do Brasil durante o governo Lula.
Os dados mais recentes não mostram todos os segmentos com “muito mais” crédito: na safra 2025/26, até maio, o crédito da agricultura empresarial caiu 5% e o de investimento, 28,1%, segundo o Ministério da Agricultura. Os números são provisórios, e falta a comparação por segmento com o governo anterior.
O boletim do Ministério da Agricultura para julho de 2025 a maio de 2026 mostra R$ 433 bilhões contratados pela agricultura empresarial, 5% menos que no mesmo período da safra anterior; o investimento caiu 28,1%, o Nordeste recuou 26%, e a linha livre do BNDES, 11% (até março). Cresceram o Pronamp (+4,3%), a industrialização e a CPR (Cédula de Produto Rural, título usado para captar financiamento). Os dados são provisórios: até março, o total contratado subia 10%. Os boletins não trazem a comparação por segmento com o governo anterior, corrigida pela inflação.
Contexto: Os números do boletim não incluem o Pronaf (agricultura familiar). O boletim liga a queda dos investimentos a juros altos, bancos mais seletivos e inadimplência.
é por isso que o nosso superávit comercial foi para quase 85 bilhões de reais.
O superávit comercial do Brasil chegou a quase R$ 85 bilhões no governo Lula.
O saldo da balança comercial está perto de US$ 85 bilhões, não de R$ 85 bilhões: o MDIC projeta US$ 84,4 bilhões para 2026, e a campanha de Lula disse que ele trocou a moeda. Em reais, o valor seria várias vezes maior.
Segundo a Secex/MDIC, o superávit de janeiro a setembro de 2026 foi de US$ 62,4 bilhões, e a projeção oficial para o ano inteiro é de US$ 84,4 bilhões. Somando os 12 meses de outubro de 2025 a setembro de 2026, o saldo também fica perto de US$ 84 bilhões. O número citado bate em dólares, mas a moeda dita no debate está errada. A Agência Lupa classificou a frase como subestimada; o g1, como fato, considerando o valor em dólares.
Por que este carimbo: Há números reais próximos em dólares, mas em reais o valor está errado; por isso "impreciso" e não "falso".
Contexto: Superávit é exportação menos importação. O maior saldo da série foi o de 2023, cerca de US$ 99 bilhões, também no atual governo; em 2025 foram US$ 68,3 bilhões.
O dado correto: US$ 68,3 bi em 2025; US$ 62,4 bi em jan–set/2026 (em dólares, não em reais)
1 média de 10 e meio. E é por isso que o nosso superávit comercial
As exportações brasileiras para 57 países aumentaram, em média, 10,5 (unidade não especificada na fala) durante o governo Lula.
O número é do ministro do Desenvolvimento, que em agosto de 2026 disse que o comércio com 57 países cresceu 10,5%, sem dizer quais. Sem a lista, não dá para conferir. As exportações totais subiram 10,4% de janeiro a setembro.
Lula repetiu dado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, que afirmou: “Nós conseguimos a expansão de 10,5% do comércio exterior para 57 países”. O ministério não divulgou a lista dos países nem o período. Em 15/10, o Aos Fatos não conseguiu verificar uma fala parecida de Lula pelo mesmo motivo. Os dados oficiais da Secex mostram alta de 10,4% nas exportações totais em janeiro–setembro de 2026, com queda de 6,5% nas vendas aos Estados Unidos e de 18,5% à Argentina.
Contexto: Uma média entre países pesa igual um mercado pequeno e a China e não mostra o valor total exportado.
e aumentamos em 57 países,
Lula afirmou que o governo abriu 700 novos mercados para produtos brasileiros.
O número bate com a contagem do Ministério da Agricultura: em 13/10/2026, o ministro André de Paula falou em 700 aberturas de mercado no governo Lula, contra 241 no anterior. Mas “abrir mercado” é obter autorização para vender um produto a um país, não aumento de vendas.
Em 13/10/2026, o ministro da Agricultura, André de Paula, disse que o governo Lula somava 700 aberturas de mercado, contra 241 do governo anterior; em julho e agosto, ele havia falado em 660 e 675. Cada “mercado” é a liberação de um produto para um país, o que não garante exportações, e a contagem é do próprio governo.
Contexto: A parte da fala sobre o aumento das vendas para 57 países está na #68.
abrimos 700 novos mercado nesse país,
O governo Lula abriu 700 novos mercados para exportação do Brasil.
O governo anunciou 700 aberturas de mercado para o agro desde 2023, mas são autorizações por produto e país, não 700 países novos.
Em coletiva em Brasília, o governo federal anunciou a marca de 700 novos mercados abertos no exterior para o agronegócio desde o início de 2023, segundo o Ministério da Pesca e o Mapa. Em abril, o Mapa contabilizava 594 aberturas e tinha a meta de chegar a cerca de 700 até o fim do mandato. O número é contagem do próprio governo e vale só para produtos agropecuários e pescado.
Por que este carimbo: O número bate com o dado oficial, mas "mercados" são aberturas por produto e país, só do agro; sem isso o eleitor pode entender 700 países, por isso não é "verdadeiro" simples.
Contexto: Cada "mercado aberto" é a autorização de um produto agropecuário em um país, e o mesmo país pode contar várias vezes; o número não indica 700 destinos novos nem quanto se exportou.
O dado correto: 700 aberturas de mercado agropecuário desde 2023 (contagem do governo, por produto e país)
É por isso que quando o meu adversário ficou lambendo o Trump para taxar o Brasil, eu não fiquei preocupado.
Flávio Bolsonaro buscou apoio de Donald Trump para que os Estados Unidos taxassem o Brasil.
Não há registro de que Flávio tenha pedido a Trump que taxasse o Brasil; ele diz ter pedido o contrário. A proposta de tarifa de 25% dos EUA saiu em 1º/06/2026, seis dias depois de Flávio ser recebido por Trump na Casa Branca.
Flávio foi recebido por Trump na Casa Branca em 26/05/2026. Em 1º de junho, o escritório comercial dos EUA (USTR) propôs tarifa de 25% sobre importações do Brasil. Flávio disse ter pedido “expressamente” que não taxassem as empresas brasileiras, culpou Lula pela medida e afirmou haver motivos para “punir” o presidente. Não foi localizado documento, declaração ou investigação que mostre Flávio pedindo tarifas contra o Brasil. Em 2025, Trump ligou a tarifa de 50% ao julgamento de Jair Bolsonaro.
Por que este carimbo: A aliança de Flávio com Trump é real, mas a conclusão de que ele quis a taxação não tem registro e contraria o que ele disse ter pedido; não é "falso" porque a busca sobre 2025 foi limitada.
Contexto: A proposta de 2026 saiu de uma investigação comercial dos EUA sobre práticas do Brasil; em junho, a imposição não era definitiva e cabia a Trump. A campanha de Lula aponta que ela veio dias depois do encontro de Flávio com Trump.
O dado correto: Sem registro de pedido de Flávio por tarifa; ele disse ter pedido aos EUA que não taxassem empresas brasileiras (2026)
Então é o seguinte, nunca se exportou tanto nesse país,
O Brasil nunca exportou tanto quanto agora.
As exportações do Brasil bateram recorde em 2025: US$ 348,7 bilhões, segundo o MDIC, cerca de US$ 9 bilhões acima do recorde anterior, de 2023. De janeiro a setembro de 2026, somam US$ 284,7 bilhões, 10,4% a mais que no mesmo período de 2025.
Pelos dados da Secex/MDIC, 2025 teve o maior valor exportado da série histórica, iniciada em 1997, com alta de 3,5% em valor e de 5,7% em volume sobre 2024. Em 2026 o ritmo é maior: US$ 284,7 bilhões até setembro, ante US$ 257,9 bilhões nos mesmos meses de 2025. Lupa, Aos Fatos e Estadão Verifica também classificaram a frase como verdadeira. O recorde vale para o total exportado; as vendas aos Estados Unidos caíram 6,6% em 2025, depois das tarifas americanas.
Por que este carimbo: O recorde do total exportado sustenta a fala, mas a queda das vendas aos EUA muda a leitura de quem a ouve no contexto do tarifaço; sem isso seria "verdadeiro".
Contexto: O recorde é em dólares e depende também de preços de commodities e do câmbio, não só do volume físico embarcado.
O dado correto: Exportações totais em recorde em 2025 (cerca de US$ 349 bi, MDIC); aos EUA, −6,5% em jan–set/2026
Eu duvido que houve o incentivo à compra de máquinas, como nós fizemos para agricultura familiar esse país.
O governo Bolsonaro não teve incentivo à compra de máquinas para a agricultura familiar equivalente ao que o governo Lula teve.
O Pronaf Mais Alimentos, linha que financia máquinas para a agricultura familiar, existe desde 2008 e não foi extinto no governo Bolsonaro; no Plano Safra 2023/24, ganhou juros a partir de 2,5% ao ano. Falta comparar os valores contratados nos dois governos.
A linha que financia máquinas para agricultores familiares existe desde 2008. Segundo a MundoCoop, ela chegou a ser suspensa por falta de recursos no início dos anos 2020 e foi “retomada” no Plano Safra 2023/24, com juros a partir de 2,5% ao ano para equipamentos de até R$ 100 mil. O Banco do Nordeste relatou alta de 44,75% no crédito para mecanização da agricultura familiar em 2025, com mais de R$ 1 bilhão financiado. Falta a série dos valores contratados por ano, corrigidos pela inflação, para comparar os governos.
Contexto: O volume de crédito para máquinas depende, a cada Plano Safra, do orçamento para cobrir os juros subsidiados e do nível dos juros de mercado.
Eu duvido que houve a quantidade de investimento na familiar que houve no meu governo, nos 4 anos.
O governo Bolsonaro teve menos investimento na agricultura familiar do que os 4 anos do governo Lula.
O Pronaf anunciado em 2023/24 (R$ 71,6 bi) foi 34% maior que o de 2022/23 (R$ 53,6 bi), último plano de Bolsonaro, bem acima da inflação do período. Pelo Banco Central, foram liberados R$ 62,5 bi em 2023/24 e R$ 64,4 bi em 2024/25.
Nos anos Lula, o Plano Safra da Agricultura Familiar anunciou R$ 71,6 bi em crédito do Pronaf em 2023/24, R$ 76 bi em 2024/25, R$ 78,2 bi em 2025/26 e R$ 85,2 bi em 2026/27. Na safra 2019/20, de Bolsonaro, foram R$ 31,2 bi disponibilizados, e o Banco Central/MAPA registra cerca de R$ 28,9 bi contratados em 2019/20 e R$ 33,3 bi em 2020/21. Mesmo com a inflação, a diferença é grande. Não há um total oficial e corrigido pela inflação, safra a safra, de todo o período Bolsonaro nas fontes citadas; o comparativo vem sobretudo de números anunciados pelo governo.
Por que este carimbo: A direção confere, mas o dado é crédito anunciado (não gasto público direto) e a base é majoritariamente governamental, o que impede um "verdadeiro" pleno.
Contexto: O Pronaf é crédito rural subsidiado, com valores anunciados que nem sempre são totalmente contratados; não é gasto direto do Orçamento.
O dado correto: Pronaf anunciado: ~R$ 31 bi (2019/20) contra R$ 71,6 bi a R$ 85,2 bi nas safras de Lula
em algum momento do governo do pai dele, houve investimento. No agronegócio como houve no meu governo.
Em nenhum momento do governo Bolsonaro houve investimento no agronegócio em volume igual ao do governo Lula.
Pelo Plano Safra, o maior volume de Bolsonaro (R$ 340,9 bi, já incluindo a agricultura familiar) ficou abaixo dos de Lula (R$ 364 bi a R$ 525 bi, sem a agricultura familiar). Mas é crédito anunciado, não investimento executado.
O maior Plano Safra do governo Bolsonaro foi o de 2022/23, com R$ 340,88 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, valor que incluía o crédito do Pronaf (agricultura familiar). Nos anos Lula, o plano para médios e grandes produtores anunciou R$ 364,22 bi (2023/24), R$ 400,59 bi (2024/25), cerca de R$ 516 bi (2025/26) e R$ 525,1 bi (2026/27), com a agricultura familiar em plano separado. Mesmo corrigido pela inflação, o valor de 2022/23 fica abaixo do de 2023/24. O Plano Safra, porém, é crédito disponibilizado, não gasto efetivo nem investimento público direto.
Por que este carimbo: Os volumes do Plano Safra confirmam a fala, mas, sem dado de crédito efetivamente contratado, "investimento" fica indefinido; por isso "verdadeiro, mas" e não "verdadeiro".
Contexto: O Plano Safra de 2022/23 (Bolsonaro) foi 36% maior que o anterior, e o crédito anunciado cresce também com a inflação; o valor anunciado não é o contratado nem gasto público direto.
O dado correto: Plano Safra: R$ 340,88 bi (2022/23, Bolsonaro) × R$ 364,22 bi (2023/24) a cerca de R$ 516 bi (2025/26, Lula)
como nós aprovamos o fim da escala 6 por 1, os trabalhadores vão ter 2 dias para ficar em casa
O fim da escala 6 por 1 foi aprovado no Brasil, e os trabalhadores passarão a ter 2 dias de folga por semana.
O Congresso promulgou em 16/10/2026 a EC 141, que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de descanso por semana, com vigência em 60 dias.
O Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141/2026 em 16/10/2026. Ela troca a escala 6x1 pela 5x2, com dois dias de repouso semanal remunerado e sem redução de salário, segundo o Senado e a Agência Brasil. A regra vale 60 dias após a publicação, com jornada máxima de 42 horas. Um ano depois, o limite cai para 40 horas. O Senado aprovou a PEC em 14/10 por 75 votos a 1.
Por que este carimbo: A emenda está promulgada e garante dois dias de descanso; "vão ter" é correto porque a regra vale em 60 dias, e o Congresso é quem aprovou.
Contexto: A regra ainda não vale: entra em vigor 60 dias após a publicação, com jornada de 42 horas, e chega a 40 horas um ano depois. A emenda foi aprovada pelo Congresso, e o Senado votou 75 a 1.
O dado correto: EC 141/2026 promulgada em 16/10/2026: escala 5x2, com dois dias de descanso por semana, a partir de 60 dias
Você recentemente ridicularizou a minha proposta de tarifa 0.
Flávio Bolsonaro ridicularizou recentemente a proposta de tarifa zero de Lula.
Em live no YouTube, cerca de uma semana antes do debate, Flávio chamou a proposta de tarifa zero de Lula de "promessa mirabolante" e ironizou que "a picanha está vindo de ônibus". No debate, ele se disse a favor da tarifa zero nos fins de semana.
Lula anunciou em 15/10/2026 uma PEC para tarifa zero no transporte coletivo urbano em fins de semana e feriados a partir de 2027. Em live no YouTube, cerca de uma semana antes do debate, Flávio chamou o anúncio de "promessa mirabolante" e ironizou: "a picanha está vindo de ônibus". Disse também que Lula estava "prometendo ônibus de graça que não vai entregar". No debate da Globo, Flávio afirmou que apoia o passe livre nos fins de semana.
Por que este carimbo: A fala de Lula bate com o que Flávio disse na live; não há contexto que mude a conclusão, então não é "verdadeiro, mas".
Contexto: A proposta de Lula é uma PEC de tarifa zero no transporte coletivo urbano em fins de semana e feriados, a partir de 2027.
O dado correto: Em live de meados de outubro, Flávio ironizou o "ônibus de graça" prometido por Lula; no debate de 23/10 disse apoiar a medida.
É por isso que nós chegamos 1000 percentuais de salário mínimo porque senão seria 900.
Lula afirmou que, sem os reajustes acima da inflação dos governos do PT, o salário mínimo seria de R$ 900, em vez dos 'mil e tantos' reais atuais.
O salário mínimo de 2026 é R$ 1.621, ou cerca de US$ 322 no câmbio de 22/10. Está longe de US$ 1.000, e não há base para o cenário de US$ 900.
O mínimo vigente é R$ 1.621 por mês, pelo Decreto 12.797/2025. Com o dólar PTAX a R$ 5,04 em 22/10/2026, isso dá cerca de US$ 322. O valor de US$ 1.000 é mais de três vezes maior. O reajuste de 2026 teve ganho real de cerca de 2,5%, e esse ganho não explica uma diferença de US$ 100 entre o valor efetivo e um cenário sem a política.
Contexto: O mínimo teve ganho real em vários anos de governos do PT, como 2005–2010 e 2023–2026, segundo o DIEESE. Esse ganho é medido em reais, descontada a inflação, e não se traduz em US$ 1.000.
de quanto custaria o salário mínimo em São Paulo e no Sudeste se não fosse o governo do PT?
se tem algum momento da história recente que algum governo investiu tanto em obra de infraestrutura como nós tínhamos investido nesse país
além de estar muito próximo de concluir a tão sonhada transposição de São Francisco
O governo Lula está muito próximo de concluir a transposição do Rio São Francisco.
Os eixos da transposição estão quase prontos: em fevereiro de 2026, o Eixo Norte tinha 99,8% de execução física e o Eixo Leste, 97,13%, segundo a ANA. Mas ainda faltam ramais, como o do Salgado, com 56,65% em julho, e a obra atravessou vários governos.
Pelas atas de acompanhamento da Agência Nacional de Águas (ANA), em fevereiro de 2026 o Eixo Norte tinha 99,8% de avanço físico, o Eixo Leste 97,13% e o Ramal do Agreste 100%. Em julho, o Ramal do Apodi tinha o Marco 1 concluído e o Marco 2 com 97,64%; a conclusão total desse ramal estava prevista para fevereiro de 2027. Ainda faltam obras: o Ramal do Salgado estava com 56,65%, e o Ramal do Piancó segue em licenciamento, com edital em análise. “Muito próximo de concluir” tem base para os eixos, não para todos os ramais.
Contexto: A conclusão não é obra de um só governo: a transposição atravessou vários mandatos, e o governo Bolsonaro inaugurou trechos em 2020 e 2022, segundo a Lupa.
Estamos fazendo VLT de Salvador, metrô em São Paulo, Belo Horizonte, BRT do Rio de Janeiro
O governo Lula está executando obras de metrô em Belo Horizonte e de BRT no Rio de Janeiro.
A Linha 2 do metrô de BH está em obras, feitas pela concessionária, com R$ 2,8 bilhões da União aprovados em 2021, no governo Bolsonaro. No Rio, o projeto federal mais recente é a conversão de trechos de BRT em VLT, habilitada no Novo PAC em maio de 2026 e ainda sem obra.
Em Belo Horizonte, a segunda fase das obras da Linha 2 do metrô começou em setembro de 2026, segundo o governo de Minas. A obra é da concessionária Metrô BH; os R$ 2,8 bilhões da União, para a Linha 2 e para a Linha 1, foram formalizados em 2021, em lei sancionada por Jair Bolsonaro. No Rio, o Ministério das Cidades habilitou em maio de 2026 a conversão de parte dos corredores TransOeste e TransCarioca em VLT, financiada pelo FGTS, sem valor divulgado. Falta saber quanto da obra de BH é paga no governo atual.
Contexto: Metrô e BRT costumam ser obras de estados, prefeituras ou concessionárias; o papel federal é financiar ou repassar recursos.
que Dom Pedro tentou fazer em 1846 e não conseguiu
Dom Pedro II tentou realizar a transposição do Rio São Francisco em 1846 e não conseguiu.
A ideia da transposição surgiu no Império de Dom Pedro II e não saiu do papel na época. O registro mais citado é de 1847, e o projeto não chegou a ser iniciado.
Segundo a Câmara dos Deputados e a Fundação Joaquim Nabuco, a ideia de transpor águas do São Francisco remonta a 1847, no reinado de Dom Pedro II, como solução para a seca do Nordeste. O projeto não foi iniciado por falta de recursos de engenharia. Lula acerta o essencial, mas erra o ano por um e simplifica ao dizer que Dom Pedro 'tentou fazer': houve discussão e estudos, não obra.
Contexto: As obras da transposição atual começaram em 2007.
Estamos fazendo o novo porto da Nova Manaus.
O governo Lula está executando a construção de um novo porto em Manaus.
As obras do novo Porto da Manaus Moderna começaram em 30 de setembro de 2026, conduzidas pelo DNIT e incluídas no Novo PAC, com investimento federal de cerca de R$ 876 milhões.
O novo porto da Manaus Moderna, no Centro de Manaus, é obra federal: o DNIT conduz o empreendimento, que faz parte do Novo PAC, com investimento atualizado de aproximadamente R$ 876 milhões. As obras começaram em 30 de setembro de 2026, menos de um mês antes do debate, com prazo de até 30 meses. O terminal deve atender cerca de 3,5 milhões de passageiros por ano.
Contexto: A obra está na fase inicial; a entrega depende do cumprimento do prazo de 30 meses.
Estamos investindo, aliás o túmulo de o túmulo 000 turno de Santos, quem está colocando dinheiro para fazer somos nós, tanto do orçamento quanto financiamento do BNDES.
Lula afirmou que o dinheiro do túnel Santos-Guarujá vem do governo federal, tanto do Orçamento quanto de financiamento do BNDES.
O governo federal entra com metade do aporte público do túnel Santos-Guarujá (cerca de R$ 2,57 bilhões). A outra metade é do governo de São Paulo, com empréstimo do Banco do Brasil, e não do BNDES.
O túnel é uma parceria público-privada do governo de São Paulo, com investimento de R$ 6,8 bilhões. O aporte público, de até R$ 5,1 bilhões, é dividido igualmente entre o estado e a União. A parte paulista vem de um empréstimo de R$ 2,57 bilhões estruturado pelo Banco do Brasil, com garantia da União. Não há registro de financiamento do BNDES. A fala acerta a participação federal, mas apaga a metade do estado e troca o banco.
Contexto: O início das obras do túnel está previsto para 2027, segundo o cronograma do governo paulista. O restante do investimento é da concessionária.
Estamos fazendo VLT de Salvador, metrô em São Paulo,
O governo Lula está executando o VLT de Salvador e uma obra de metrô em São Paulo.
As duas obras existem e têm dinheiro federal, mas são tocadas pelos estados: o VLT de Salvador, pelo governo da Bahia com recursos do PAC; a expansão da Linha 2 do metrô de SP, pelo governo paulista, com financiamento do BNDES.
O VLT de Salvador recebeu autorização para início das obras em junho de 2024 e está no PAC, com recursos federais e estaduais, segundo o governo baiano. Em São Paulo, o BNDES aprovou R$ 2,4 bilhões para a primeira fase da expansão da Linha 2-Verde do metrô, de obras de R$ 7,8 bilhões, além de R$ 3,6 bilhões para 44 trens. A União financia ou repassa recursos; quem executa são os governos estaduais.
Contexto: Financiamento do BNDES é empréstimo que o estado paga de volta, não doação da União.
aliás o túmulo de o túmulo 000 turno de Santos, quem está colocando dinheiro para fazer somos nós, tanto do orçamento quanto financiamento do BNDES.
O governo federal está financiando o túnel Santos-Guarujá com recursos do orçamento e do BNDES.
Há dinheiro do Orçamento federal no túnel Santos-Guarujá, mas dividido meio a meio com o governo de São Paulo. O financiamento noticiado não é do BNDES: é do Banco do Brasil ao governo paulista, com garantia da União.
A obra é uma concessão de 30 anos, vencida pela Mota-Engil em setembro de 2025, com custo estimado de R$ 6,8 bi. Dos R$ 5,14 bi de dinheiro público, metade é da União (via Autoridade Portuária de Santos) e metade do estado de SP; o resto fica com a concessionária. Em março de 2026 o TCU suspendeu o repasse federal de R$ 2,6 bi e depois o liberou. Em 13/04/2026, o governo paulista assinou o financiamento de R$ 2,57 bi da sua contrapartida, estruturado pelo Banco do Brasil com garantia da União; a cobertura do financiamento não cita o BNDES.
Por que este carimbo: Metade da fala (dinheiro federal) tem base e metade (BNDES) não tem comprovação, então não é verdadeiro nem falso.
Contexto: O aporte federal é parte de um convênio com o governo de SP, que conduz a licitação, e metade do dinheiro público é paulista. A União também é garantidora do empréstimo do Banco do Brasil ao estado.
O dado correto: União e SP dividem R$ 5,14 bi de aporte público; sem financiamento do BNDES localizado
Nós estamos fazendo a Fiocle e a Fiocle, não é que vão fazer, estamos fazendo.
O governo Lula está executando a obra da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol).
A Fiol tem obra federal em andamento: a estatal Infra S.A. iniciou em abril de 2026 um trecho da Fiol 2, com R$ 467,9 milhões. A ferrovia, porém, é um projeto antigo, com trechos em situações diferentes.
A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) é dividida em trechos. Na Fiol 2, na Bahia, a estatal federal Infra S.A. informou em abril de 2026 o início das obras de um dos trechos mais críticos, entre Guanambi e Caetité, com investimento de R$ 467,9 milhões e prazo de 43 meses; o projeto integra o Novo PAC. Por isso 'estamos fazendo' tem base. Mas a Fiol é um projeto antigo, de governos anteriores, e a fala não vale igualmente para todos os trechos.
Contexto: Na mesma frase, Lula citou a Transnordestina e, ao que indica o contexto, a Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), que não foram checadas aqui.
Nós estamos fazendo 1 rodovia muito importante que ninguém teve coragem fazer, que liga Porto Velho a Manaus, que é a BR 319.
O governo Lula está executando a obra da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus.
Há obras federais na BR-319: o asfaltamento de 20 km do Lote C começou em setembro de 2025, e em maio de 2026 foi assinada ordem de serviço para melhorias em 120,5 km do Trecho do Meio. Mas a estrada existe desde 1976, e o que está em curso é reconstrução.
Segundo o DNIT, o asfaltamento de 20 km do Lote C (R$ 163,5 milhões, do Novo PAC) começou em setembro de 2025; até dezembro, cerca de 11 km estavam pavimentados, 42% de avanço físico. Em 27 de maio de 2026, foi assinada a ordem de serviço para melhorias no Lote 4 do Trecho do Meio, o segmento central, com 120,5 km. A estrada, porém, foi inaugurada em 1976 e se deteriorou; o que está em curso é reconstrução. A licença prévia do Trecho do Meio foi emitida em julho de 2022, no governo Bolsonaro.
Contexto: Lula disse que “ninguém teve coragem” de fazer a estrada, mas ela foi construída pelo regime militar. A licença prévia de 2022 foi suspensa de novo em julho de 2025 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por dois votos a um; em agosto, o TCU manteve a licença e pediu mais rigor ambiental.
Lá no Rio de Janeiro, que é 1 obra de quase 12 bilhões de reais.
O governo Lula está executando uma obra de quase R$ 12 bilhões no Rio de Janeiro.
A Nova Serra das Araras, na Via Dutra, tem investimento de R$ 1,5 bilhão, segundo a ANTT. O valor de 'quase 12 bilhões' não corresponde à obra, mas o número dito não ficou claro no áudio.
A obra citada é a Nova Serra das Araras, na Via Dutra (BR-116), no Rio. Segundo a ANTT, o projeto é conduzido pela concessionária CCR RioSP e tem investimento de R$ 1,5 bilhão, com apoio do BNDES e emissão de debêntures. A construção começou em abril de 2024, e a primeira fase foi aberta ao tráfego em junho de 2026, com cerca de 70% de avanço físico. Como o número citado não ficou claro no áudio, a fala segue sem carimbo.
Contexto: É obra de concessão federal: quem executa e investe é a concessionária, que recupera o valor com pedágio. O governo federal regula o contrato, e o BNDES financia parte.
Nós estamos fazendo a Transordestina
O governo Lula está executando a obra da Ferrovia Transnordestina.
Em julho de 2026, o Ministério dos Transportes informou 777 km concluídos e 82% da primeira fase pronta, com entrega prevista até o fim de 2027. A obra é tocada pela concessionária TLSA com recursos federais, e o trecho de Pernambuco segue parado por exigências do TCU.
Segundo a concessionária TLSA, 727 km da ferrovia (cerca de 1.200 km) estão concluídos e outros 326 km estão em obras. A fase 1, de Paes Landim (PI) ao Porto do Pecém (CE), está 81% pronta, com conclusão prevista para 2027. Em junho de 2026, o ministro dos Transportes disse que a obra bateu recorde de assentamento de trilhos. O trecho de Pernambuco (Salgueiro–Suape) ainda não tem data para a retomada das obras.
Por que este carimbo: A obra está de fato em execução, então "verdadeiro"; o atraso e a paralisação do trecho de Pernambuco não mudam a conclusão de que o governo está fazendo a ferrovia.
Contexto: A obra começou há cerca de 20 anos e o prazo de conclusão já foi adiado: o governo prometia dezembro de 2026 e a fase 1 agora está prevista para 2027; o ramal Salgueiro–Suape (PE) segue sem data para retomada.
O dado correto: 727 km concluídos e 326 km em obras (TLSA); fase 1 até o Pecém com 81% de execução
Nós estamos fazendo 1 rodovia muito importante que ninguém teve coragem
Nós estamos fazendo e fizemos no canal o controle de Florianópolis.
O governo Lula fez o Contorno Viário de Florianópolis.
O Contorno Viário da Grande Florianópolis foi inaugurado com Lula em agosto de 2024, mas foi construído e pago pela concessionária Arteris (R$ 3,9 bilhões), por obrigação de um contrato de concessão da BR-101.
O contorno, de 50 km, foi inaugurado em 9 de agosto de 2024, em cerimônia com o presidente. Segundo a ANTT, o projeto foi realizado pela concessionária Arteris, sob regulação da agência, com investimento de R$ 3,9 bilhões. A obra estava no contrato de concessão da BR-101 e deveria ter ficado pronta em fevereiro de 2012; o custo é pago por quem usa a rodovia, via pedágio. O governo federal entregou a obra como poder concedente, mas não a executou com dinheiro do Orçamento.
Contexto: A obra atravessou vários governos desde o contrato de concessão, dos anos 2000, com atrasos ligados a mudanças de traçado.
nós herdamos 6000 obras paradas
O governo Lula herdou 6 mil obras paradas ao assumir.
O TCU contava 8.603 obras federais paradas em abril de 2023, não 6 mil. O número dito subestima o total herdado, embora a direção da fala esteja certa.
Segundo o TCU, havia 8.674 obras federais paralisadas em agosto de 2022 e 8.603 em abril de 2023. A Agência Lupa classificou como subestimado o “6 mil” dito por Lula neste debate. O total herdado era mais de 40% maior que o dito.
Por que este carimbo: O número está errado para menos (6 mil contra 8.603), mas a ideia de uma herança grande de obras paradas é real; por isso "impreciso", e não "falso" nem "distorcido".
Contexto: A contagem do TCU inclui obras iniciadas em vários governos anteriores e caiu para 4.215 em abril de 2026, o que mostra que a contagem varia conforme a data e a metodologia.
O dado correto: 8.603 obras federais paralisadas em abril de 2023 (TCU)
nós fizemos 3 4 vezes mais do que o governo deles fizeram
O governo Lula investiu em infraestrutura de 3 a 4 vezes mais do que o governo Bolsonaro.
No transporte, o presidente da CNT diz que os recursos federais saíram de R$ 4 a 5 bilhões por ano no governo Bolsonaro para cerca de R$ 20 bilhões. Mas só o DNIT tinha R$ 6,2 bilhões para investimentos em 2022, e não há série oficial aberta que meça “3 a 4 vezes” para toda a infraestrutura.
No transporte, o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, disse em julho de 2026 que os recursos saltaram de R$ 4 a 5 bilhões por ano, em média, no governo anterior para cerca de R$ 20 bilhões anuais: de 4 a 5 vezes, numa estimativa de entidade do setor. Só o DNIT, porém, tinha R$ 6,2 bilhões previstos para investimentos em 2022, o menor valor em dez anos; sobre essa base, a alta ficaria em pouco mais de 3 vezes. Para o resto da infraestrutura, não há série oficial aberta que compare os governos.
Contexto: Parte relevante do investimento em infraestrutura vem de concessões privadas, não do Orçamento federal, e os números variam entre valor previsto e valor efetivamente pago.
em nenhum momento da história do país se investiu tanto em obra de infraestrutura, como nós investimos nesses últimos anos
Nunca se investiu tanto em obras de infraestrutura na história do Brasil como nos últimos anos do governo Lula.
Em proporção do PIB, o nível atual não é recorde: o investimento público foi de 2,61% em 2023, contra 4,72% em 2010, e o investimento em infraestrutura, de 2,27% em 2024, ficou abaixo de 2008 (2,5%) e dos anos 1970 (até 5,4%).
Pelo Observatório de Política Fiscal da FGV Ibre, o investimento público (União, estados, municípios e estatais) foi de 2,61% do PIB em 2023, longe do pico de 4,72% em 2010. Pela consultoria Inter.B, o investimento total em infraestrutura, público e privado, chegou a 2,27% do PIB em 2024, abaixo dos 2,5% de 2008. Nos anos 1970, segundo dirigentes da Abdib, associação das empresas do setor, chegou a 5,4% do PIB. Houve alta em relação aos anos anteriores, mas “em nenhum momento da história” infla o tamanho.
Contexto: Cerca de 70% do investimento em infraestrutura de 2024 foi privado, segundo a Inter.B; a parte pública ficou em 0,67% do PIB. A comparação aqui é em proporção do PIB; em reais de cada época, sem correção, os anos recentes ficam em vantagem.
nós anunciamos 1 programa de aceleração do crescimento de 1 trilhão e 700 bilhões do que quase 800 já foram executados nesse país
O programa de aceleração do crescimento (PAC) tem R$ 1,7 trilhão em investimentos anunciados, dos quais quase R$ 800 bilhões já foram executados.
O total de R$ 1,7 trilhão confere, mas o próprio governo já informava execução maior que a citada: R$ 944,8 bilhões até agosto de 2025, e não 'quase R$ 800 bilhões'.
O Novo PAC foi lançado em 2023 com previsão de R$ 1,7 trilhão em investimentos públicos e privados, dos quais R$ 1,3 trilhão até 2026. Em dezembro de 2025, o governo informou que 70,8% do valor previsto até 2026 já tinha sido executado: R$ 944,8 bilhões até agosto de 2025. O número dito por Lula fica abaixo do balanço oficial, que só aumenta com o tempo. O dado de execução está impreciso, ainda que para menos.
Contexto: O valor 'executado' é contabilizado pelo próprio governo e soma recursos do Orçamento, de estatais, financiamentos e investimento privado; não é só gasto público federal.